Explosão em prédio de habitação

LNEC admite que ainda existe risco de derrocada tota


 

Lusa / AO online   Nacional   26 de Nov de 2007, 15:42

Técnicos do LNEC e da empresa contratada para garantir a estabilização do prédio de Setúbal onde ocorreu a explosão da semana passada, vão tentar salvar a cobertura do edifício mas admitem que ainda existe risco de colapso total.
A revelação foi feita hoje ao princípio da tarde pelo director do Departamento de Estrutura do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Almeida Fernandes, após uma reunião com todas as entidades envolvidas no processo.

O responsável do LNEC, Almeida Fernandes começou por sublinhar o esforço desenvolvido pelas autoridades locais e pela empresa do grupo Teixeira Duarte para salvar o imóvel, assegurando que tem sido feito tudo o que é possível para minimizar o risco de derrocada, através do escoramento dos andares inferiores.

“Temos já um escoramento muito grande e de certeza que a situação agora é menos grave, mas não temos certezas”, disse Almeida Fernandes, que não hesitou em admitir que ainda há risco de um colapso total do prédio em caso de derrocada da cobertura.

“Não há garantias absolutas porque se trata da queda de uma massa da estrutura que normalmente vem agarrada a outras estruturas”, disse Almeida Fernandes, frisando uma vez mais que tudo tem sido feito para minimizar o problema.

De acordo com o responsável do LNEC, a situação de risco só será eliminada quando for possível construir uma estrutura metálica, que substitua a estrutura de betão (dos 10º, 11º e 12º andares) que desapareceu com a explosão, o que deverá demorar mais uma semana.

Na explicação que deu sobre as medidas a adoptar nos próximos dias, para tentar evitar a derrocada da cobertura do prédio, Almeida Fernandes acabou por referir que o edifício onde ocorreu a explosão “não é exemplo de grande resistência” e admitiu que não terá sido respeitada a legislação anti-sísmica.

“Não se percebe como é que um prédio desta altura, numa zona sísmica, não tem uma caixa de escada em betão. Tem uma caixa de escada em tijolo”, disse, acrescentando que se o prédio tivesse uma boa resistência sísmica não haveria um problema tão grave como aquele que existe neste momento.

Almeida Fernandes não esclareceu se o construtor do prédio poderá vir a ser responsabilizado pelo eventual incumprimento de algumas regras de construção, mas disse que é um assunto a analisar posteriormente.

“O que posso dizer é que, quando o LNEC entra nestes processos não os larga a seguir”, disse.

Apesar da situação de risco em que o edifício nº 13 da Praceta Afonso Paiva ainda se encontra, Almeida Fernandes garantiu que se não houver nenhuma derrocada até que estejam concluídas as obras de estabilização, o imóvel “poderá ser restituído à sociedade com as características de resistência que tinhas antes da explosão”.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.