Explosão em Setúbal

Edifício que explodiu será parcialmente demolido

Edifício que explodiu será parcialmente demolido

 

Lusa / AO online   Nacional   23 de Nov de 2007, 10:34

O edifício de 13 andares em Setúbal onde quinta-feira ocorreu uma explosão vai ser parcialmente demolido e totalmente interditado até que estejam concluídas as obras de recuperação, disse à Lusa fonte da Protecção Civil.
Estas são algumas das conclusões da reunião entre os técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), bombeiros e a câmara que hoje de manhã avaliaram as condições estruturais do prédio e que serão divulgadas às 13:00 pela Governadora Civil de Setúbal, Euridice Pereira.

Segundo o coordenador da Protecção Civil municipal, José Luis Bucho, a ala sul dos três últimos andares, que ficaram destruídos com a explosão, deverá ser demolida, estando ainda a ser equacionadas as melhores soluções para a reconstrução do edifício.

O responsável explicou que esta solução é praticamente incontornável porque parte da estrutura dos três últimos andares desapareceu ou está muito fragilizada.

A explosão, no bairro do Monte Belo, desalojou 48 pessoas e provocou 40 feridos.

Em declarações à Lusa, um dos moradores do edifício disse que técnicos estavam a proceder à experimentação das colunas de gás do imóvel para mudar do propano para natural.

Segundo Luís Caturra, pediatra do Hospital de São Bernardo, que ficou temporariamente desalojado, "na quinta-feira estiveram no prédio técnicos de uma empresa de gás a fazer experimentação das colunas de gás".

Na terça-feira, foi colocada uma informação à porta do prédio tendo em vista uma alteração de gás propano para gás natural e outra informação da administração do condomínio a informar que tinha autorizado essa operação, acrescentou.

Entretanto, a equipa técnica que a Galp Energia enviou para Setúbal já colocou em segurança a instalação de gás canalizado do edifício.

Em comunicado, a empresa refere que o prédio, abastecido de gás propano canalizado, será alvo de uma investigação "para apurar as causas do acidente".

"A Galp Energia tomou conhecimento de uma explosão, num edifício habitacional abastecido com gás propano canalizado, em Setúbal, tendo enviado para o local uma equipa técnica que colocou de imediato a instalação em segurança", lê-se no comunicado.

Ao final da manhã, mais de uma centena de curiosos assistia às operações de limpeza junto ao prédio na Praceta Afonso Paiva.

No local estava igualmente um total de 150 elementos da PSP, da Protecção Civil, bombeiros (sapadores e voluntários de Setúbal) e equipas de limpeza a fazerem a remoção dos destroços causados pela explosão e elementos da PJ.

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