Açoriano Oriental
Açores/Eleições
Livre diz que maiorias absolutas são “nefastas” para os açorianos

O membro do Grupo de Contacto do Livre Filipe Honório considerou hoje que este é momento para “romper” com as maiorias absolutas do PS/Açores, que governa há 24 anos, por serem “nefastas” para os interesses dos açorianos.


Autor: AO Online/ Lusa

O dirigente do Livre, que visitou uma irmandade do Espírito Santo, na vila de Rabo de Peixe, concelho de Ribeira Grande, em mais um dia de campanha para as legislativas regionais de 25 de outubro, espera que “também nos Açores as pessoas consigam perceber realmente que as coisas avançam mesmo sem maiorias absolutas”.

De acordo com Filipe Honório, as maiorias absolutas “não são condição para concretizar ou resolver problemas, pelo contrário, muitas vezes esvaziam a possibilidade que existe de criar soluções mais abrangentes para as próprias populações”.

“Acho que nos Açores é o momento de romper com este ciclo de maiorias absolutas, até porque se revelam, muitas das vezes, nefastas para o interesse dos próprios açorianos”, afirmou, para acrescentar que seria “positivo haver uma solução governativa que abrangesse mais sensibilidades” e, “por essa via, criasse mais respostas”.

Filipe Honório defende que o parlamento regional que vai resultar das eleições deve “refletir a multiplicidade de opiniões e divisões”, para que desse conjunto resultarem “as soluções que respondam às necessidades dos açorianos", sendo isto "a democracia a funcionar”.

José Azevedo, professor universitário, é o líder do partido nos Açores, e o cabeça de lista pelos círculos de São Miguel e de compensação, enquanto o programador informático Nuno Rolo concorre na ilha Terceira.

As legislativas dos Açores contemplam 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.


 
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