Açoriano Oriental
Covid-19
Líder do CDS defende recurso ao setor social e particular de saúde

O líder do CDS-PP defendeu este sábado que o Governo deve recorrer ao setor social e particular na saúde, para evitar que os portugueses sejam privados de acesso a cuidados de saúde, na segunda vaga da covid-19.

Líder do CDS defende recurso ao setor social e particular de saúde

Autor: AO Online/ Lusa

"O Governo não pode continuar a sacudir as suas responsabilidades na gestão desta crise pandémica e a empurrar culpas para os portugueses, castigando-os com novas regras de conduta de saúde pública e com imposições autoritárias. Neste momento, impõe-se ao Governo que abra a saúde em Portugal a toda a capacidade instalada, contratualizando com o setor social e o setor particular", afirmou, em declarações à Lusa, Francisco Rodrigues dos Santos.

O líder centrista participou hoje nas Velas, em São Jorge, numa ação de campanha para as eleições legislativas regionais dos Açores, que decorrem a 25 de outubro, acompanhado pelo líder regional do partido, Artur Lima, e pela cabeça de lista por São Jorge, Catarina Cabeceiras.

Questionado esta sexta-feira sobre uma possível colaboração com o setor privado, o secretário de Estado da Saúde, Diogo Serra Lopes, admitiu recorrer “em caso de necessidade” no combate à pandemia de covid-19 aos setores privado e social, mas sublinhou que “a prioridade” era o reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“É óbvio, que estamos sempre em contacto e caso seja necessário e caso seja essa considerada a melhor opção, recorreremos a soluções desse âmbito. De qualquer forma, a prioridade, que já tem alguns anos, é o reforço do SNS e da sua capacidade”, salientou o governante.

Segundo Francisco Rodrigues dos Santos, o Serviço Nacional de Saúde “não tem capacidade para dar resposta a todas as necessidades dos portugueses” e isso comprova-se pelo adiamento das consultas, cirurgias e exames complementares de diagnóstico.

“O primeiro-ministro tem de explicar aos portugueses porque é que está mais empenhado em discutir a propriedade dos hospitais, se são públicos, sociais ou particulares, do que em apresentar um serviço de saúde que permita aos portugueses curar-se e em ter a assistência médica de que precisam para evitar esta escalada descontrolada de mortos histórica que está a bater todos os recordes em Portugal”, salientou.

O líder do CDS-PP acusou o Governo de se ter preparado mal para a segunda vaga de covid-19 e de não ter previsto o aparecimento de “números inéditos de infetados por dia”, como vários estudos indicavam.

“Ainda ontem [sexta-feira] surgiu um estudo que dava nota de que se prevê nos próximos tempos que haja um aumento do número de infetados para sensivelmente 4.000 por dia, o que levará ao colapso do nosso sistema de saúde”, frisou.

O dirigente centrista alertou para “a pressão que está a ser exercida” nos internamentos por covid-19, que “está a levar à rutura” do SNS, e para as queixas das direções de alguns hospitais, que falam “de balbúrdia e descoordenação na programação da resposta médica”, defendendo que o Governo deve seguir as recomendações da Ordem dos Médicos.

Francisco Rodrigues dos Santos apelou ao Governo para que deixe de incidir numa “atitude negligente” e chame todos os setores da saúde (social, particular e público) a dar uma resposta à pandemia.

“É importante que o Governo atue rápido e possa dar a assistência que os portugueses precisam, para não nos virmos a lamentar mais à frente, por hoje não termos feito tudo aquilo que estava ao nosso alcance”, apontou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais 39,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.162 pessoas dos 98.055 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.


 
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