Clara Rojas e Consuelo González foram libertadas numa operação conduzida em helicóptero na selva colombiana, coordenada pelos governos venezuelano e colombiano, com o apoio da Cruz Vermelha Internacional.
Depois de uma escala em Santo Domingo, na região Oeste da Venezuela, as duas colombianas chegaram ao aeroporto de Caracas às 16:25 locais (20:55 na hora de Lisboa) onde as esperavam familiares e responsáveis venezuelanos, entre os quais o presidente Hugo Chávez.
As duas mulheres estavam aparentemente muito emocionadas, felizes e em bom estado de saúde, depois de muitos anos passados na selva colombiana.
Ao descer do avião, Consuelo González, de 57 anos, foi recebida em lágrimas pelas suas duas filhas, que levavam flores.
Clara Rojas, de 44 anos, reencontrou a sua mãe, de 76 anos, que a abraçou fortemente.
"Agora, liberdade para todos!", lia-se nos cartazes empunhados por familiares de Consuelo González, que tomou nos seus braços a neta de dois anos que não conhecia.
"É como regressar à vida. Por momentos, penso que é um sonho", declarou a ex-deputada que foi sequestrada por um comando das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas a 10 de Setembro de 2001.
Próxima de Ingrid Betancourt, ex-candidata presidencial cuja campanha dirigiu, Clara Rojas foi sequestrada a 23 de Fevereiro de 2002.
A advogada deu à luz, em 2004, um rapaz, Emmanuel, num acampamento das FARC, fruto de uma ligação com um dos guerrilheiros.
O luso-americano Marc Gonçalves e a franco-colombiana Ingrid Betancourt continuam entre os mais de 700 reféns da guerrilha, dos quais 44 são considerados como "prisioneiros políticos" e para os quais as FARC exigem, em troca da sua libertação, a de centenas de prisioneiros rebeldes.
Libertados dois dos mais de 700 reféns das FARC
Dois dos mais de 700 reféns que a guerrilha colombiana FARC tem em seu poder há vários anos, entre os quais um luso-americano, foram hoje libertados e reencontraram os seus familiares no aeroporto de Caracas, na Venezuela.
Autor: Lusa / AO Online
