Libertação de Ingrid Betancourt bem encaminhada

A libertação de Ingrid Betancourt detida pelas FARC estava bem encaminhada até à morte do «número dois» da guerrilha colombiana Raul Reyes, a 01 de Março no Equador, declarou hoje a senadora colombiana Piedad Córdoba ao El País.


“As coisas estavam muito bem encaminhadas para a libertação de um dos +gringos+ (um norte-americano) sequestrado. No lote também estava incluída Ingrid. Mas tudo foi por terra com o que se passou a 01 de Março”, disse Córdoba, que assumiu o papel de mediadora com a guerrilha colombiana, ao diário espanhol.

    Raul Reyes foi morto durante um ataque das tropas colombianas a um acampamento das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) a 01 de Março em território equatoriano. Este ataque desencadeou uma deterioração da situação, refere a senadora da ala esquerda da oposição ao governo do Presidente colombiano, Álvaro Uribe.

    “Foi um golpe fatal na confiança que as FARC punham no governo. A França foi a grande perdedora”, acrescentou Córdoba.

    Antiga candidata ecologista à eleição presidencial da Colômbia, Ingrid Betancourt, detida há mais de seis anos, é um dos 39 reféns denominados “políticos” que as FARC propõem libertar em troca de cerca de 500 guerrilheiros detidos, no âmbito de acordo denominado “humanitário”.

    Já a 25 de Março, o Presidente da Venezuela, Hugo Chavez, que assumiu um papel de mediador para a libertação de reféns das FARC, tinha declarado não ter informações sobre Ingrid Betancourt desde 01 de Março.

    Para Piedad Córdoba, o conflito entre as FARC e o governo colombiano “regionalizou-se de forma preocupante”.

    Os países vizinhos da Colômbia estão incomodados e “começam a exigir uma solução para o conflito”, declarou a senadora, defendendo que “a Colômbia se tornou um vizinho embaraçoso”.
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