Somália

Kremilin pede liberdade de acção à Somália para combater pirataria


 

Lusa/AOonline   Internacional   23 de Out de 2008, 11:55

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo pediu ao governo da Somália que conceda à Rússia o estatuto de “Estado cooperante” para lutar mais eficazmente contra os piratas do mar, foi anunciado em Moscovo.
“O MNE, a fim de garantir a liberdade de acção na luta contra os piratas directamente nas águas territoriais somalis, pediu ao Governo Federal de Transição da República da Somália que concorde em conceder à Federação da Rússia o estatuto de 'Estado cooperante'”, refere uma nota publicada pelo Departamento de Informação e Imprensa do MNE russo.

    Segundo a diplomacia russa, Moscovo tenciona, em cooperação com outros Estados, tomar todas as medidas sancionadas pelo Conselho de Segurança da ONU para normalizar a situação no mar da região.

    Antes, o Presidente da Somália já concedera autorização às forças armadas russas para combater a pirataria no mar e em terra.

    A Rússia enviou para a costa da Somália o navio de guerra Neustrachmi (Destemido). Segundo o porta-voz da Marinha russa, Igor Digalo, os marinheiros russos irão coordenar as suas acções com os colegas estrangeiros que acompanham a situação do navio Faina, tomado pelos piratas a 25 de Setembro.

    A tripulação desse navio, que transportava 33 tanques T-72 e outros armamentos para o Quénia, é constituída por um cidadão lituano, três russos e 17 ucranianos. O capitão da embarcação, o russo Vladimir Kolobkov, morreu.

    Os piratas ameaçam matar os tripulantes caso não lhes paguem o resgate pedido ou seja tentado libertá-los através de uma operação de força.

    Em 2008, piratas somalis desviaram cerca de 60 navios estrangeiros, tendo recebido 30 milhões de dólares de resgate.

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