JS questiona Governo sobre fim da isenção de comissões para jovens na CGD

JS questiona Governo sobre fim da isenção de comissões para jovens na CGD

 

Lusa/AO online   Nacional   23 de Jan de 2018, 14:41

Os deputados da Juventude Socialista questionaram o Governo sobre o fim das isenções de comissões de manutenção de conta para jovens na Caixa Geral de Depósitos (CGD), considerando tratar-se de uma alteração “altamente prejudicial”.

Segundo o secretário-geral da Juventude Socialista, Ivan Gonçalves, a confirmar-se, esta alteração “é altamente prejudicial para os jovens, um estrato da sociedade que em regra se encontra numa fase inicial da sua vida profissional, e por isso potencialmente mais frágil, ou mesmo a estudar, não auferindo rendimentos”.

“A CGD é uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, cujo Estado é o único acionista. Tem, por isso, uma responsabilidade acrescida na oferta de soluções para as necessidades financeiras dos portugueses, considerando os vários momentos da sua vida como é o caso da juventude”, sustenta.

Neste contexto, acrescenta, “é importante saber o que o Governo pensa sobre este assunto e se é possível reverter esta situação”.

Segundo recorda a Juventude Socialista, várias notícias publicadas na comunicação social e um comunicado de esclarecimento da CGD apontam que os jovens titulares do Mega Cartão Jovem que tenham entre os 26 e os 29 anos passarão a pagar comissão de manutenção de conta à ordem, da qual estavam isentos.

De acordo com o noticiado, a partir de 01 de maio deste ano estes jovens passam a pagar uma comissão de manutenção mensal de 4,95 euros, acrescida de imposto do selo de 4%, no valor total de 5,15 euros por mês. Estes clientes vão ainda assistir a um aumento da anuidade do cartão de débito de 17%, de 12,48 euros para 14,56 euros.

Para a Juventude Socialista, “apesar de ter um custo anual de 12 euros, acrescido de imposto de selo de 4%”, o Mega Cartão Jovem “configura atualmente uma das mais importantes ofertas da CGD dirigida ao público mais jovem”, procurando “unir todas as vantagens de um cartão bancário com funções multibanco às vantagens já existentes no Cartão Jovem, como descontos, reduções, isenções ou serviços exclusivos prestados por empresas privadas ou públicas, autarquias, associações, entre outros”.



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