Jean-Pierre Bemba em Nova Iorque


 

Lusa / AO online   Internacional   24 de Set de 2007, 17:51

O líder da oposição da RDCongo, Jean-Pierre Bemba, encontra-se em Nova Iorque como convidado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para decidir o seu futuro, disse hoje fonte próxima do ex-vice-presidente.
Em declarações à Agência Lusa, o responsável do gabinete de Bemba, Fidel Babala, referiu que o senador se encontra desde "sábado à noite a convite pessoal do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Nova Iorque, onde terça-feira se inicia o debate geral da Assembleia-geral das Nações Unidas.

No passado dia 10 de Setembro, Fidel Babala afirmou que o líder da oposição ficaria em Portugal enquanto o seu regresso à República Democrática do Congo, previsto para dentro de três meses, estava a ser negociado pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e pelo comissário europeu Louis Michel.

Babala disse na altura à Lusa que Bemba, refugiado em Portugal desde 2006, não regressaria à RDCongo até 15 de Setembro, conforme o próprio anunciara, para a reabertura do Senado, por "motivos de segurança".

O presidente do Parlamento da RDCongo, Vital Kamerhe, esteve em Lisboa no passado dia 07, garantindo na altura que ofereceu imunidade parlamentar e garantias de segurança ao líder da oposição Jean-Pierre Bemba durante um encontro em Faro.

A RDCongo quer reconstruir o país, disse Vital Kamerhe, adiantando que, por isso, quis saber "em que circunstâncias Bemba aceitaria regressar para que, juntos, tendo como objectivo a coesão nacional, seja possível reconstrur o país".

Mas hoje, em declarações à Lusa, Fidel Babala afirmou que o presidente Joseph Kabila disse não ter mandatado Kamerhe para negociar com Bemba, tendo portanto todas as negociações "voltado à estaca zero".

Quanto aos passos futuros que Bemba pretende dar, Fidel Babala disse ser "melhorar esperar até ao final da semana" para saber o que é decidido em Nova Iorque.

Jean-Pierre Bemba veio para Portugal em Março do ano passado após confrontos entre o exército e os seus guardas pessoais, na sequência da sua derrota nas presidenciais que deram a vitória a Joseph Kabila, a quem acusa de o ter querido assassinar por três vezes.
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