Madeira

Jardim diz que se fosse líder do PSD aceitava coligação

Jardim diz que se fosse líder do PSD aceitava coligação

 

Lusa / AO online   Nacional   21 de Out de 2009, 18:11

O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, disse não apoiar a candidatura de Pedro Passos Coelho à liderança do PSD e revelou que teria aceitado fazer coligação com o PS para retirar o argumento de vitimização a José Sócrates.
“Eu só me revejo naquilo que entendo rever-me e neste momento não estou a ver mais nenhum candidato, o único que disse que era candidato foi esse senhor, não me revejo no homem, portanto, estou fora”, disse.

Alberto João Jardim reconheceu que Manuela Ferreira Leite podia ter feito coligação com o PS mas por uma questão de ética, como já havia dito que não, declinou a proposta “e assim é que deve ser, a senhora deu um exemplo de ética à sociedade portuguesa”.

Considerou que Manuela Ferreira Leite disse sim quando devia dizer sim e não quando devia dizer não e “não disse o que era agradável o eleitorado ouvir”.

“Grande parte dos portugueses do continente são masoquistas adoram ter ilusões e, depois, passarem maus momentos mas o masoquismo é um fenómeno cientificamente reconhecido”, adiantou.

Alberto João acrescentou, no entanto, que se ele fosse líder do PSD o que teria feito era o seguinte: “o senhor quer uma coligação, então vamos lá ver, o programa não pode ser o seu, nem pode ser o meu, vamos fazer um programa comum e contemplando já a revisão constitucional”.

“Obviamente que o engenheiro Sócrates ía imediatamente dizer que não aceitava mas, pelo menos, tinha-se-lhe retirado o argumento de que não se tentou fazer a coligação porque ele se vai vitimizar, vai dizer que toda a gente o tratou mal, que toda a gente o enjeitou, vai ser, assim, uma espécie daqueles contos de crianças em que há uma jovem enjeitada no meio disto tudo”, explicou.

“Até há um fado, o fado da enjeitadinha”, concluiu.

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