Crise financeira

Islândia pede empréstimos aos seus vizinhos nórdicos


 

Lusa/AOonline   Economia   27 de Out de 2008, 15:24

A Islândia pediu oficialmente ajuda financeira aos seus países vizinhos do Norte da Europa, numa soma que pode chegar aos 4 mil milhões de dólares (cerca de 3,2 milhões de euros).
"Ainda não estou em condições de dar detalhes, fizemos pedidos de empréstimos aos quatro bancos centrais", disse hoje o primeiro-ministro islandês, Geir Haarde, numa conferência de imprensa depois da reunião do Conselho Nórdico.

    Além da Islândia, este organismo inclui a Dinamarca, a Finlândia, a Suécia e a Noruega.

    Numa entrevista ao diário finlandês Helsingin Sanomat publicada hoje, Haarde explicou que a Islândia pretende um empréstimo de cerca de 4 mil milhões de dólares.

    Segundo o chefe de governo, além dos nórdicos outros países podem contribuir.

    "É difícil fazer uma estimativa precisa da soma de dinheiro de que precisamos, mas era bom recebermos 4 mil milhões de dólares suplementares", afirmou.

    A economia islandesa, fortemente dependente do sistema financeiro, foi muita penalizada pela crise financeira internacional.

    A coroa islandesa já desvalorizou 40 por cento desde Janeiro e os três maiores bancos islandeses foram nacionalizados no início de Outubro.

    A Islândia também está a negociar um empréstimo com a Rússia.

    Depois do primeiro encontro, a 14 de Outubro em Moscovo, "uma segunda ronda de negociações vai ter lugar em Reiquejavique", disse o primeiro-ministro islandês, revelando que o recurso à Rússia surgiu depois de a ajuda não ter vindo da Grã-Bretanha nem dos Estados Unidos.

    Na passada quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional anunciou que pretetende emprestar 2.1 mil milhões de dólares (cerca de 1.600 milhões de euros) à Islândia de modo a "apoiar os seus esforços para se ajustar à crise económica de uma forma mais ordenada e menos dolorosa".

    Para a concretização do empréstimo, falta apenas este ser aprovado pelo Conselho Executivo do FMI, onde estão representados os 185 países membros do organismo, o que deve acontecer no início de Novembro.

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