Irlanda aprova envio de tropas para campos de refugiados de Darfur


 

Lusa / AO online   Internacional   20 de Nov de 2007, 17:32

O governo irlandês concordou em enviar 400 tropas para uma força da União Europeia, que guardará os campos de refugiados de Darfur ao longo das fronteiras sudanesas, e criticou Alemanha e Itália por não contribuírem para a missão.
O ministro da Defesa, Willie O’Dea, disse que o gabinete aprovou o envolvimento da Irlanda na planeada força, de 4.300 membros, para os habitantes de Darfur e de outras áreas da África Central deslocados pela violência.

Contudo, notou que a força não poderia arrancar enquanto outros países não contribuíssem com poderio aéreo.

A UE espera começar a estacionar 3.700 soldados no próximo mês nas regiões fronteiriças do Chade e da República Centro-Africana, ficando uma reserva de 600 membros estacionada na Europa.

A França garantirá cerca de metade das tropas.

Uma planeada força da Nações Unidas e União Africana, de 26.000 membros, deverá entretanto assumir o controlo do Darfur até ao final do corrente ano.

Contudo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirma que a missão está a ser prejudicada, quer pela recusa do Sudão de admitir soldados não africanos, quer pela recusa dos países em contribuírem com helicópteros e outro equipamento crítico.

O’Dea disse que a missão da UE necessitava de, aproximadamente, 15 helicópteros de transporte de tropas e seis aviões, declarando-se esperançoso em que outras nações da União se comprometam a garantir estes recursos numa reunião, quarta-feira, em Bruxelas.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.