Irão reafirma que rejeita qualquer diálogo com Washington

Irão reafirma que rejeita qualquer diálogo com Washington

 

AO Online/ Lusa   Internacional   3 de Nov de 2019, 11:58

O guia supremo iraniano reafirmou este domingo que se opõe a qualquer diálogo com Washington num discurso por ocasião do 40.º aniversário da tomada de reféns na embaixada dos Estados Unidos em Teerã, que será marcada pelo Irão na segunda-feira.

"A oposição constante a negociações com os Estados Unidos é um dos instrumentos importantes que o Irão dispõe para os impedir de porem os pés no nosso querido país", declarou o 'ayatollah' Ali Khamenei neste discurso, segundo pedaços escolhidos em persa publicados na conta oficial no Twitter.

"Este movimento orientado pela lógica proíbe a América de se infiltrar novamente no Irão e é uma prova do poder e da potencia reais do Irão, e mostra que o poder (dos Estados Unidos) é apenas fictício", acrescentou o número um do Irão.

"Aqueles que veem nas negociações com os Estados Unidos a solução para todos os problemas estão certamente errados, discutir com os americanos não levará a nada, porque é adquirido antecipadamente e, sem dúvida, isso não levará a nada em troca", disse Khamenei.

"Se os políticos iranianos fossem ingênuos o suficiente para se sentarem e negociar (com Washington), a pressão das sanções (dos Estados Unidos contra a República Islâmica) não teria sido reduzida, mas teria simplesmente aberto um novo caminho (para América) para expressar novas expectativas" em relação ao Irão, disse o guia.

Segundo o 'ayatollah', "os americanos falsificam a história e afirmam que as disputas entre o Irão e os Estados Unidos decorrem da tomada de reféns da embaixada" dos Estados Unidos em Teerã em 04 de novembro de 1979.

"NÃO!" Isso remonta ao golpe de 1953, quando os Estados Unidos derrubaram o Governo (do primeiro-ministro Mohammad Mossadegh) e estabeleceram um Governo corrupto", acrescenta Khamenei na conta do Twitter em inglês.



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