Irão propõe enviar observadores regionais para avaliar situação no país

Irão propõe enviar observadores regionais para avaliar situação no país

 

Lusa/AO Online   Internacional   18 de Set de 2012, 11:12

O Irão propôs enviar observadores regionais para a Síria depois da primeira reunião do

Segundo as fontes, o representante da Arábia Saudita não esteve presente nesta primeira reunião.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos três países presentes no encontro não tomaram outras decisões, a não ser prosseguir com as consultas à margem da Assembleia Geral da ONU em setembro, em Nova Iorque, explicou a agência de notícias egípcia Mena.

“Trocámos os nossos pontos de vista para chegar o mais rápido possível a um plano para pôr fim ao banho de sangue na Síria”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Mohammed Kamel Amr, citado pela agência.

“É muito cedo para dizer que concluímos sobre aquilo que é preciso”, acrescentou.

Amr não explicou a ausência do ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, dizendo apenas que o chefe da diplomacia já “tinha outros compromissos”.

A Arábia Saudita participou nas reuniões preparatórias, no âmbito da iniciativa promovida pelo Presidente egípcio, Mohamed Morsi.

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoglu, referiu que a participação de Riade foi crucial.

“As consultas com a Arábia Saudita são necessárias porque o reino é um ator chave na procura de uma solução para a crise síria”, afirmou Davutoglu.

O Egito, Turquia e Arábia Saudita apelaram à saída do Presidente sírio, Bashar Al-Assad, que há 18 meses enfrenta uma revolta que se transformou num conflito armado, mas o Irão apoia Damasco e acusa Ancara e Riade de dar ajuda financeira e militar aos rebeldes.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ali Akbar Salehi, propôs o envio de observadores dos quatro países, apesar do fracasso de missões similares sob a égide da Liga Árabe e da ONU, segundo a agência da notícias Irna e a televisão iraniana.

Salehi também apelou “ao fim simultâneo da violência das duas partes envolvidas, um acordo pacífico sem intervenção estrangeira e o fim da ajuda financeira e militar à oposição síria”, de acordo com a Irna.

Depois de uma missão de quatro dias, o emissário da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, voltou de Damasco a tempo de participar na reunião, segundo um diplomata árabe.

 


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