Investimento público é "absolutamente essencial"

Investimento público é  "absolutamente essencial"

 

Lusa/AOonline   Nacional   19 de Nov de 2008, 15:31

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu esta quarta-feira que o investimento público é "absolutamente essencial" nesta altura de crise financeira internacional e destacou as energias renováveis como uma das principais apostas do Governo
"Esta é uma daquelas crises que apenas se vive uma vez na vida", afirmou Sócrates, sublinhando que o seu impacto e a sua dimensão "obrigam a tomar medidas de emergência".

    "Uma dessas medidas é reforçar o investimento público", acrescentou.

    O primeiro-ministro falava em Viana do Castelo, onde hoje foram inauguradas três fábricas e um centro administrativo e de formação do cluster eólico que a empresa alemã Enercon está a instalar naquele concelho.

    José Sócrates garantiu que o investimento nas energias renováveis vai continuar, quer com o reforço da energia eólica quer com a construção de barragens, para aproveitar o potencial hídrico do país.

    "Esta aposta na energia é absolutamente essencial para o futuro do País", disse ainda.

    Uma das fábricas da Enercon hoje inaugurada já funciona desde Agosto, custou 22 milhões de euros e produz torres de betão, empregando 110 trabalhadores.

    Foram ainda inauguradas as fábricas de geradores e mecatrónica e o centro administrativo e de formação, que, no total, custaram 22 milhões de euros e empregam 200 pessoas.

    A primeira fábrica do cluster entrou em funcionamento em Novembro de 2007, dedicando-se à produção de pás de rotor.

    A Enercon vai ainda construir em Viana do Castelo, até finais de 2009, uma segunda fábrica de pás de rotor, um investimento de 55 milhões de euros que criará 500 postos de trabalho.

    O cluster eólico vai significar um investimento de 200 milhões de euros e será ainda responsável pela criação de 10 mil postos de trabalho directos e indirectos.

    Sócrates, que hoje foi nomeado "padrinho" do cluster, manifestou o seu "orgulho" por em apenas três anos ter nascido em Portugal "um dos mais modernos e competitivo clusters industriais" no campo das energias renováveis, sublinhando a sua importância para a diminuição da dependência do petróleo.

    "A partir de agora, Portugal tem um caminho, uma orientação, uma estratégia no campo da energia", afirmou, para destacar o "mix" eólico e hídrico como o "coração" do desenvolvimento do País nos próximos anos.

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