Investigação científica no mar dos Açores vai continuar a usar navio "antigo" e com "limitações"

A investigação científica nos mares dos Açores vai continuar a ser feita com o navio "Arquipélago", que apesar de "antigo" e de ter "algumas limitações", é uma "plataforma muito importante" para diversos projetos, disse hoje o secretário regional do Mar


O novo secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Brito e Abreu, visitou hoje o navio de investigação, gerido pelo Instituto do Mar (IMAR, do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores), que está atracado no porto da Horta, na ilha do Faial, e explicou que, apesar das "limitações", a região vai continuar a apostar neste meio operacional.

"É um navio antigo. Tem algumas limitações relativamente a algumas técnicas que hoje em dia estão disponíveis, como o uso de submarinos com controlo remoto. É um navio relativamente pequeno, que tem também algumas limitações operacionais", admitiu o governante.

Fausto Brito e Abreu lembrou que, no entanto, a embarcação, que está serviço do IMAR desde 1993, continua a ter um papel fundamental no cumprimento de missões científicas, no que diz respeito à gestão das pescas e dos 'stocks' pesqueiros.

"Também é uma plataforma de investigação científica muito importante para uma série de projetos que estão a decorrer com a Universidade dos Açores, através do Departamento de Oceanografia e Pescas, e para projetos de investigadores estrangeiros que se deslocam aos Açores", recordou.

O secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia garantiu, no entanto, que o Governo dos Açores estará "atento" às necessidades dos investigadores açorianos, e que estará "alerta" para a possibilidade de melhorias no futuro.

O navio "Arquipélago" tem 25 metros de comprimento e encontra-se ao serviço Departamento de Oceanografia e Pescas desde 1993, tendo sido usado "extensivamente" em programas de investigação no Atlântico Nordeste (Açores, Madeira).

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Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)