Imunidade para Allen Weisselberg, gestor financeiro da família Trump

Imunidade para Allen Weisselberg, gestor financeiro da família Trump

 

Lusa/Ao online   Internacional   25 de Ago de 2018, 21:56

Um dos mais leais funcionários de Donald Trump, encarregado de gerir, com os filhos do multimilionário, o seu império imobiliário quando este se tornou Presidente dos Estados Unidos, obteve imunidade por cooperar com uma investigação federal ligada ao Presidente.

Como noticiou na sexta-feira o Wall Street Journal, foi dada imunidade a Allen Weisselberg, diretor financeiro da Trump Organization, em troca de informações no âmbito da investigação sobre dois pagamentos efetuados por Michael Cohen, ex-advogado pessoal do Presidente, para silenciar duas alegadas amantes de Trump, a atriz pornográfica Stormy Daniels e a ex-modelo da Playboy Karen McDougal.

Os investigadores registaram documentos junto do tribunal federal de Manhattan fazendo referência a um dirigente da Trump Organization, sem o nomear, como tendo sido quem deu instruções para reembolsar Cohen de um dos pagamentos que fez, noticiou a estação televisiva CNBC.

Weisselberg, de 71 anos, trabalha na Trump Organization há muitos anos: começou como contabilista na empresa de Frederick Trump, pai de Donald, e assumiu a gestão do grupo quando o futuro Presidente dos Estados Unidos se instalou em Manhattan, nos anos 1980.

Este homem extremamente discreto tem muitas vezes sido descrito como estando em total simbiose com Donald Trump, acompanhando todas as suas aventuras empresariais e seguindo as suas instruções à letra.

A imprensa norte-americana tinha já noticiado na quinta-feira que também foi concedida imunidade a David Pecker, diretor do tabloide National Enquirer e amigo de longa data de Trump, em troca da sua cooperação relativamente aos pagamentos às duas mulheres.

Esta atribuição de imunidade a duas pessoas próximas aumenta a pressão sobre o chefe de Estado, que tem mostrado uma atitude claramente defensiva desde que Michael Cohen se virou contra ele acusando-o, na terça-feira, perante um juiz federal, de lhe ter pedido para pagar às duas mulheres, durante a campanha presidencial, para que as histórias destas não prejudicassem as suas hipóteses de vencer as eleições – o que poderá constituir uma violação da lei sobre o financiamento eleitoral.




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