Hotelaria

Hotéis Real espera aumento 10% de vendas com novas unidades


 

Lusa / AO online   Economia   28 de Nov de 2007, 10:44

O grupo Hotéis Real espera aumentar 10 por cento as vendas em 2008, com maior consolidação das unidades mais recentes Villa Itália, em Cascais, e Santa Eulália, no Algarve, depois dos 35 milhões de euros estimados para 2007.
Em declarações à agência Lusa, o administrador do grupo, Celestino Morgado avançou que este ano a facturação deve crescer 36 por cento face a 2006, para 35 milhões de euros, já com o contributo do novo Grande Real Villa Itália.

Celestino Morgado especificou que, sem ter em conta o novo hotel, que abriu em Março de 2007, as vendas subiriam 14 por cento este ano.

"Para 2008, a perspectiva é de crescer em qualidade de serviço aos clientes e subir o volume de vendas em 10 por cento, contando com a maior consolidação da Villa Itália e do início da entrada em velocidade cruzeiro da Santa Eulália, que faz três anos", explicou o responsável.

Com base nas estimativas do grupo, o Villa Itália (124 quartos) contribui com cerca de 22 por cento para o volume de negócios e o Santa Eulália (355 quartos) com 37,5 por cento, sendo o restantes 40 por cento divididos entre os outros cinco hotéis.

Segundo o administrador do Hotéis Real, a taxa de ocupação média das unidades do grupo em Lisboa é de 65 por cento e no Algarve de 52 por cento.

Actualmente, o Santa Eulália apresenta uma ocupação média de 50 por cento, mas os seus responsáveis consideram que 60 por cento "em velocidade cruzeiro seria muito bom".

Quanto aos preços médios, Celestino Morgado explica que "tem sido seguida uma política de subida gradual, mesmo sacrificando a ocupação, pois os valores pagos estavam muito baixos" e dá o exemplo do Grande Real Villa Itália com 208 euros, do Grande Real Santa Eulália, no Algarve, com 160 euros, e do Real Palácio, em Lisboa, com 94 euros.

Os principais mercados emissores para esta marca de hotéis são, em termos gerais, aqueles da região onde se encontram, ou seja, no Algarve além dos 40 por cento de clientes portugueses, 25 por cento são britânicos e os restantes vêm de Espanha, Alemanha, Holanda e Rússia.

Em Lisboa, as unidades Hotéis Real também recebem mais portugueses, que atingem 30 por cento do total, seguindo-se espanhóis, com 20 por cento, e alemães, italianos, franceses e britânicos.

Celestino Morgado apontou a presença de norte-americanos e de belgas no Villa Itália, realçando que "o destino Cascais e Estoril está outra vez a rejuvenescer" e a ganhar peso entre o turismo da região de Lisboa.

A última unidade do grupo Hotéis Real é também o mais recente cinco estrelas de Cascais, o Grande Real Villa Itália & SPA, um projecto que resultou de um investimento de 25 milhões de euros e integra as casas do último rei de Itália Humberto II e da família Pinto Basto.

"Cosmopolita e sofisticado, pretende ser o reflexo da época dourada de Cascais nos anos 40", refere uma informação do grupo.

O grupo Hotéis Real tem em funcionamento sete unidades, na região de Lisboa, o Real Palácio, o Real Parque, o Real Residência (Suite Hotel, com 24 apartamentos), o Real Oeiras e o Grande Real Villa Itália (Cascais), e no Algarve o Grande Real Santa Eulália (Resort e Hotel, em Albufeira), com um total de 1.090 quartos.
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