Desde guerra com Israel em 2006

Hezbollah libanês "triplicou o seu poder de fogo"


 

Lusa/AOonline   Internacional   24 de Nov de 2008, 15:55

O Hezbollah libanês "triplicou o seu poder de fogo" desde a segunda guerra do Líbano em 2006, afirmou o ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, ameaçando o Estado libanês de represálias em caso de novo conflito.
"O poder de fogo do Hezbollah triplicou desde o final da segunda guerra do Líbano. Ele possui mísseis que podem atingir as cidades de Ashkelon, Beersheba e Dimona (sul de Israel).O Hezbollah possui actualmente 42.000 mísseis", afirmou Barak no Parlamento.

    "A integração do Hezbollah no Estado libanês expõe o Líbano e as suas infra-estruturas a ataques em profundidade na eventualidade de um futuro conflito", advertiu Barak.

    No Verão de 2006, Israel conduziu uma guerra no Líbano contra o Hezbollah após a captura de dois dos seus soldados pela milícia xiita num ataque junto à fronteira. Durante o conflito, de 12 de Julho a 14 de Agosto, cerca de 4.000 mísseis foram disparados sobre o norte de Isral, forçando um milhão de pessoas a esconder-se em abrigos ou a fugir para o sul do país.

    O antigo primeiro-ministro falou, por outro lado, do caso do Irão.

    Este país "continua a enganar o mundo (...) e tenta adquirir a capacidade nuclear militar", declarou Ehud Barak, retomando as acusações do Estado hebreu, segundo as quais Teerão pretende dotar-se da arma nuclear a pretexto de um programa civil.

    "Dissemos que Israel não afasta qualquer opção da mesa e aconselhamos os outros a fazerem o mesmo", adiantou Barak, numa alusão a um eventual ataque militar preventivo contra o Irão.

    O ministro da Defesa reafirmou também a sua posição a favor da manutenção da trégua em Gaza com o movimento islamita Hamas, que controla o território.

    Assinalou que "nos meses (que) precederam a entrada em vigor da trégua, se registavam até 500 tiros de "rockets" e de granadas de morteiro contra o sul de Israel, contra uma dezena por mês desde a trégua".

    Rejeitando os apelos da oposição de direita para uma operação de envergadura em Gaza para acabar com os ataques contra o território israelita, acrescentou, no entanto: "se uma operação preventiva se revelar necessária, o exército agirá".

    A trégua com o Hamas, conseguida com mediação do Egipto, está em vigor desde 19 de Junho por um período de sete meses, ou seja, até 19 de Dezembro. Tem sido abalada desde 05 de Novembro devido a um reacender da violência.

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