Açoriano Oriental
Governo Regional dá seis meses para avanços na Base das Lajes

O governo açoriano disse hoje esperar que nos próximos seis meses haja "resultados visíveis e concretos" sobre a descontaminação ambiental na ilha Terceira devido ao uso militar da base das Lajes pelos Estados Unidos da América (EUA).


Governo Regional dá seis meses para avanços na Base das Lajes

Autor: Lusa/AO online

"Esse calendário é claro e está definido: seis meses ou a próxima reunião da Comissão Bilateral Permanente, consoante o que acontecer primeiro, é para nós o calendário apropriado para avaliarmos se esta nova abordagem de que tivemos claros sinais (...) se materializa em resultados visíveis e concretos no âmbito da descontaminação", realçou hoje Vasco Cordeiro, presidente do Governo dos Açores.

O governante - que diz não querer falar em "ultimatos" sobre estes prazos - dirigiu-se hoje aos jornalistas em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, depois de na quinta-feira se ter deslocado a Lisboa para a 38.ª reunião da Comissão Bilateral Permanente prevista no Acordo de Cooperação e Defesa assinado entre Portugal e os Estados Unidos da América.

A reunião, sustentou Vasco Cordeiro, marcou "uma nova abordagem" sobre o assunto da descontaminação, nomeadamente com a "assunção, embora não formalmente contabilizada, da necessidade de haver uma calendarização para a execução de medidas concretas e visíveis" nessa matéria.

"Posso assim afirmar que, do ponto de vista da atenção política e diplomática para esta questão, considero que o assunto entrou numa nova fase. Mas o facto de ter entrado numa nova fase não quer dizer que tenha chegado ao seu destino ou esteja resolvido", prosseguiu o líder do Governo dos Açores.

Deve haver, na ótica de Vasco Cordeiro, um "reforço dos mecanismos de informação e transparência públicas, quanto ao que deve ser feito e quanto ao que está ou não a ser feito" e "medidas concretas e visíveis, não só de monitorização, mas, sobretudo, de efetiva descontaminação nos locais onde a contaminação está comprovada e em todos os outros onde venha, eventualmente, a estar".

"Acredito que neste momento há condições para termos resultados concretos e visíveis", disse posteriormente o governante socialista, respondendo a questões dos jornalistas.

Esta semana, na Assembleia da República, em Lisboa, o ministro dos Negócios Estrangeiros afastou preocupações sobre a eventual contaminação da água na ilha Terceira, mas o Governo quer ver esclarecida a situação de alguns terrenos.

A "monitorização constante" que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) faz demonstra que "não há nenhum limiar de segurança em matéria de qualidade de água abastecida à Praia da Vitória que tenha sido violado ou infringido ou superado", disse no parlamento Augusto Santos Silva, que foi ouvido na comissão parlamentar de Ambiente sobre a descontaminação ambiental na base das Lajes, onde os EUA têm uma base militar.

O ministro referiu que esta era a informação do LNEC em setembro deste ano.

Quanto à contaminação dos solos, a Força Aérea norte-americana e o LNEC identificaram 41 locais para análise, tendo sido referenciados quatro sítios contaminados.

"Dois deles foram, entretanto, retirados da lista das nossas preocupações conjuntas, porque as intervenções das autoridades norte-americanas entretanto realizadas permitiram resolver o problema identificado, de acordo com a Força Aérea norte-americana e o LNEC. Há dois locais que suscitam ainda grande preocupação", explicou.


 
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