Governo regional admite incidência particular do desemprego entre os imigrantes

Governo regional admite incidência particular do desemprego entre os imigrantes

 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Dez de 2011, 05:28

O secretário da Presidência do Governo açoriano admitiu hoje uma “particular incidência” do desemprego entre os imigrantes na Região, defendendo a importância de lhes ser garantido o acesso em condições de igualdade aos sistemas de apoio público.

“Quando a economia tem dificuldades em gerar emprego e as pessoas procuram emprego é natural que haja uma incidência particular desse fenómeno junto da comunidade imigrante”, considerou André Bradford.

Em declarações aos jornalistas à margem da sessão de lançamento de uma revista da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), o secretário regional da Presidência sublinhou que no contexto atual “é preciso é que os imigrantes possam aceder aos sistemas de apoio que existem em condições de igualdade com os cidadãos” naturais e residentes no arquipélago.

Além de realçar a importância e oportunidade do lançamento da revista “Viver Aqui”, que demonstra que os “imigrantes dão um contributo empreendedor, dinâmico, criativo à economia regional”, num momento em que ele é especialmente necessário, André Bradford referiu que, em termos gerais, os 3.500 a 4.000 estrangeiros que se fixaram nos últimos anos no arquipélago se encontram integrados.

“Nesta fase regista-se uma certa estabilização da procura da região por imigrantes, o que tem a ver com o quadro económico global”, referiu ainda.

Em declarações à Lusa, o presidente da AIPA, Paulo Mendes, realçou a gravidade do problema do desemprego entre os estrangeiros radicados na região, referindo que, principalmente devido à quebra na construção civil, 16 a 20 por cento deles estarão sem trabalho.

Numa situação de crise como a que se vive é preciso “não desinvestir nas políticas de imigração”, advertiu, realçando a importância da valorização do contributo dos estrangeiros para o desenvolvimento dos países e regiões de acolhimento.

Paulo Mendes sublinhou que no caso açoriano, o facto de cerca de um quinto dos imigrantes residentes em Ponta Delgada trabalharem por conta própria, é revelador da sua “capacidade empreendedora”.

A revista “Viver Aqui” traça o perfil de 19 imigrantes “empreendedores” de 10 nacionalidades que se fixaram nos Açores.


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