Governo investe em novas ferramentas de ensino

Governo investe em novas ferramentas de ensino

 

Paula Gouveia   Regional   20 de Nov de 2007, 09:48

Programas diversos estão a ser conjugados com um único objectivo: conseguir que professores e alunos aproveitem todas as potencialidades das novas tecnologias no quotidiano escolar. Aquisição de material e formação dos professores são as apostas da Secretaria Regional da Educação.
A Secretaria Regional da Educação está a investir na aquisição de computadores, quadros interactivos e projectores de vídeo, na disponibilização da rede wireless nas escolas, na criação de uma plataforma para o futuro Portal da Educação, e está ainda apostada na disponibilização às escolas de manuais online. Mas o verdadeiro desafio é conseguir que professores e alunos alterem práticas e aproveitem todas as potencialidades das novas tecnologias.
“É fácil comprar computadores e pô-los nas escolas. Fazer com que mudem as práticas é que é a parte mais difícil”, reconhece Luís Maciel, chefe da Divisão de Avaliação e Inovação da Direcção Regional da Educação.
Por essa razão, a formação é uma preocupação central da Secretaria Regional da Educação. Até ao momento, cerca de quinhentos professores receberam formação em Tecnologias de Informação e Comunicação, através das Oficinas de Formação (que implicam 25 horas de formação inicial e outras 25 horas de formação autónoma e realização de trabalhos), revelou Luís Maciel. E, em parceria com a Universidade dos Açores, está também a ser promovido um curso de pós-graduação em e-learning, dirigido a técnicos e professores que terão depois a missão de passar os conhecimentos adquiridos a outros técnicos e docentes.
Enquanto isso, aposta-se na aquisição de material informático, no âmbito do programa Escolas Digitais. Através do referido programa o Governo Regional espera alcançar em 2013 um rácio de cinco alunos por computador. Não está por isso satisfeito com a situação actual, apesar da evolução positiva registada desde o início do programa, há dois anos. “O Programa Escolas Digitais foi talvez a maior injecção de tecnologia alguma vez feita nas escolas açorianas – em dois anos, conseguimos passar de um rácio de 22 alunos por computador, para rácios inferiores a oito alunos por computador”, adiantou o responsável. Mas o programa prevê ainda a disponibilização de outros materiais, como projectores de vídeo quadros interactivos. E, como realçou Luís Maciel, apesar de ainda não se ter iniciado o processo de generalização dos novos quadros, há mesmo escolas que investiram fundos próprios para terem um em cada sala de aula (a Escola Cardeal Costa Nunes, a Escola Básica Integrada da Madalena, a Escola Secundária da Lagoa e a Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo).
Entretanto, iniciou-se este ano uma experiência pedagógica em doze escolas dos Açores. O projecto Escola Virtual consiste na disponibilização de manuais online, ou seja, no acesso através da internet de recursos de aprendizagem. E, está ainda a ser criado o Portal da Educação. Como avançou Luís Maciel, no próximo ano lectivo, será posto à experiência, interligando três escolas: a Escola de Santa Maria, a Escola Secundária da Lagoa, e a Básica Integrada das Flores. Quando concluído, irá garantir espaço para todas as páginas individuais das escolas, espaço para contactos entre escolas e administração, uma conta de correio electrónico a todos os alunos e docentes do sistema, e um espaço específico para gestão do sistema educativo regional.
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