Governo fala em tarifas promocionais em 2008

Governo fala em tarifas promocionais em 2008

 

Lusa / AO online   Regional   31 de Out de 2007, 17:36

O Governo açoriano pretende que 10 por cento dos lugares disponibilizados nas rotas entre as ilhas e o continente, a partir do próximo ano, sejam abrangidos por uma tarifa promocional para os residentes de 120 euros.
“Nas obrigações de serviço público com o continente português, a partir do próximo ano, propusemos que 10 por cento dos lugares oferecidos em cada rota tivessem uma tarifa promocional para o residente de 120 euros”, anunciou esta quarta-feira o secretário regional da Economia.
Duarte Ponte falava, em Ponta Delgada, na apresentação da nova administração do Grupo SATA, liderada pelo economista António Gomes de Menezes, que substituiu no cargo Manuel António Cansado.
O secretário açoriano da Economia explicou que cada companhia aérea vai gerir esta tarifa promocional por “cada estação IATA” e que “algo semelhante deverá ocorrer também no transporte” inter-ilhas e nas ligações com os Estados Unidos da América e Canadá.
“Cerca de cinco por cento dos residentes não aparecem à hora do embarque e não são penalizados por isso”, adiantou Duarte Ponte, para quem “cada lugar não ocupado pode significar uma tarifa de baixo custo que pode ser vendida para benefício de todas as partes”.
Relativamente ao futuro do grupo de transporte aéreo açoriano, o secretário do sector defendeu um “pacto de regime de longo termo” entre os trabalhadores e a nova administração.
“O custo de qualquer greve é muito elevado para ambas as partes e reflectir-se-á, naturalmente, na capacidade da SATA remunerar melhor os seus trabalhadores”, alertou Duarte Ponte, alegando que, para os colaboradores da transportadora, o “fundamental deverá ser sempre a manutenção da viabilidade económica da empresa”.
Perante a nova administração, Duarte Ponte adiantou, ainda, que a SATA “não é nem nunca poderá vir a ser uma low-cost” (companhia de baixo custo), uma vez que a base de posicionamento dos seus aviões não está situada nos mercados emissores de turistas.
“As designadas low-cost são uma realidade, já representam 30 por cento do tráfego aéreo no aeroporto de Lisboa, e, se não podemos competir com elas na origem, teremos, mais tarde ou mais cedo, de aprender a concorrer com elas cá dentro”, alertou.
Relativamente ao processo de privatização já anunciado pelo Governo para se desenvolvido a partir de 2008, Duarte Ponte reafirmou que “está chegada a hora” de procurar reforçar o capital da empresa com a entrada de privados.
Uma processo que poderá passar, porém, pela celebração de parcerias de que resultem novas participações ou troca de participações, explicou o secretário, ao salientar que este processo não poderá colocar em causa o serviço público prestado.
Para o novo presidente do grupo SATA, a transportadora tem de ser imaginativa nas suas rotas e nos mercados que explora como forma de minimizar as desvantagens de operar a partir de uma base periférica.
“O nosso mercado, fruto da escassa população, não é suficiente para alimentar uma transportadora aérea, na medida em que não garante economias de escala e de produtividade”, adiantou António Gomes de Menezes.
Perante isso, a administração terá de “imaginar” formas de “ocupar os aviões de forma rentável”, que poderá passar por rotas “com outros padrões de sazonalidade”, explicou o novo responsável da companhia.
O grupo SATA deverá terminar este ano com um total de cerca de 1,5 milhões de passageiros transportados nas suas várias rotas e apresentou, em 2006, um resultado positivo de 4,9 milhões de euros, num volume de negócios perto dos 250 milhões.
António Gomes de Menezes é doutorado em Economia pelo Bóston College e professor auxiliar, com agregação e nomeação definitiva, da Universidade dos Açores.
Desde 2006, desempenhava funções de vogal não executivo no conselho de administração da Agência para a Promoção do Investimento dos Açores (APIA) e da ASTA-Atlântida - Sociedade de Turismo e Animação.
Na qualidade de vogais executivos, integrarão a nova administração do grupo Luís Filipe Silveira e António Maurício de Sousa, que transitam da equipa de António Cansado, e Luísa Schanderl, que desempenhava as funções de directora regional dos Transportes Aéreos e Marítimos.
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