Governo dos Açores diz que agravamento do défice não tem "efeito prático"

Governo dos Açores diz que agravamento do défice não tem "efeito prático"

 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Mar de 2019, 16:45

O vice-presidente do Governo dos Açores afirmou esta terça-feira que o agravamento do défice da região comunicado hoje ao gabinete de estatística da União Europeia (Eurostat) é “meramente contabilístico” e não tem “efeito prático”.

Sérgio Ávila considera que os resultados relativos ao apuramento das contas dos Açores de 2018 “confirmam exatamente os resultados apresentados” pelo executivo socialista regional, sendo que o défice da administração pública direta e indireta “corresponde a cerca de 50 milhões de euros e a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB)”, um valor “muito baixo” e “na linha dos anos anteriores”.

O número dois do executivo açoriano falava aos jornalistas à margem da visita estatutária do Governo Regional às ilhas das Flores e do Corvo.

O défice da Administração Regional dos Açores de 2018 agravou-se em 74,1 milhões de euros, para 126 milhões, resultado explicado por uma garantia dada à SATA no valor de 76 milhões de euros, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo a primeira notificação de 2018 relativa ao Procedimento por Défices Excessivos, remetida hoje pelo INE ao Eurostat, o aumento do défice na região "é explicado pelo registo como transferência de capital, com impacto na necessidade de financiamento, da concessão de uma garantia e de um aumento de capital do Governo Regional" à SATA no valor de 76 milhões de euros.

Sérgio Ávila considerou que se está perante um registo “extraordinário, meramente contabilístico, sem efeito prático”, e que reflete o “esforço que o Governo Regional fez no sentido de assegurar à SATA melhores condições financeiras para ir ao mercado financiar-se”.

No que refere à dívida pública, o aumento nos Açores foi de 1.690,4 milhões de euros para 1.859 milhões, tendo Sérgio Ávila declarado que o aval concedido à transportadora aérea também é considerado neste capítulo.

Sustentando que face ao que se produz na região a dívida é “muito baixa”, situando-se a 43% do PIB, enquanto na Madeira este valor atinge os 100% e no total do país 124%, de acordo com o governante a dívida dos Açores “é de 1.800 milhões de euros, incluindo o aval”, enquanto na Madeira são 4.800 milhões.

Na segunda-feira, o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) tinha avançado dados preliminares para o ano de 2018 na região, estimando um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% em volume e 4,04% em valor, para os 4.295 milhões de euros.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.