GNR apreende 14 milhões de cigarros


 

Lusa/AO On line   Nacional   5 de Abr de 2010, 06:27

A Unidade de Acção Fiscal (UAF) da GNR apreendeu no ano passado quase 14 milhões de cigarros, 27 vezes mais do que em 2008, segundo dados divulgados à Agência Lusa pela corporação.

Em 2009, a UAF da GNR apreendeu em todo o país 13 869 520 cigarros, significando uma média de 693 500 maços, num valor de cerca de 2,4 milhões de euros.

Por sua vez, em 2008 foram apreendidos 505 100 cigarros (média de 25 255 maços), num valor de cerca de 82 mil euros.

Ao longo do ano passado, registou-se igualmente uma subida "substancial" dos autos por ilícito criminal, passando dos 12 em 2008 para os 26 em 2009, ao mesmo tempo que aumentaram em seis vezes mais os autos de contra ordenação: dos 60 passaram para os 275, adiantam os dados da GNR.

O major Amândio Marques, da UAF, explicou à agência Lusa que até aos 15 mil euros é considerada uma contra ordenação, passando a ser crime a partir desse valor.

Já este ano, a UAF da GNR apreendeu cerca de um milhão de cigarros, uma média de 1100 por dia, num valor de cerca de 188 mil euros.

O aumento do tabaco apreendido deve-se, segundo o major Amândio Marques, a "alterações em termos de comportamento", tendo Portugal passado de país de trânsito para país de destino.

"Portugal era um país de trânsito, o tabaco passava por Portugal e destinava-se a outros países da União Europeia. Neste momento, o tabaco segue para outros países da UE, mas também se destina ao consumo no território nacional", disse.

O aumento no consumo interno também explica as contra ordenações, tendo em conta que anteriormente "as apreensões de pequenas quantidades não apareciam", sublinhou.

Segundo Amândio Marques, a maior quantidade do tabaco contrafeito é oriundo da China, que antes de chegar a Portugal "para em outros portos para esconder a origem dos cigarros e entrar mais facilmente na União Europeia".

Mas também há tabaco contrafeito com origem na Malásia, Paraguai e Bulgária.

A Portugal chega por duas vias: marítima, através de contentores, e terrestre, sendo os cigarros desembarcados em outros países da União Europeia, explicou, acrescentando que o tabaco apreendido "é obrigatoriamente destruído de forma a não poder ser reutilizado".

O militar da Unidade de Acção Fiscal da GNR destacou ainda que Portugal "sempre esteve na rota do contrabando do tabaco", mas só que anteriormente "éramos uma rota de trânsito e neste momento somos simultaneamente de trânsito e de destino".

Entre as maiores operações realizadas no ano passado pela UAF da GNR destaca-se a "Operação Rastro", em que foram apreendidos 9,5 milhões de cigarros em 38 buscas, e a "Operação Rochedo", que resultou na apreensão de 209 740 cigarros.


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