Galp e Petróleos da Venezuela assinam acordo

Galp e Petróleos da Venezuela assinam acordo

 

Lusa / AO online   Economia   20 de Nov de 2007, 11:04

A Galp Energia assina com a Petroleos da Venezuela um acordo para o desenvolvimento de projectos conjuntos no sector energético, na área da exploração, produção e abastecimento de petróleo e gás, disse à Lusa fonte do Ministério da Economia.

O acordo é assinado no final da tarde no Ministério da Economia, tutelado por Manuel Pinho, pelo presidente executivo da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, e o ministro da Energia e presidente da Petroleos da Venezuela, Rafael Carreño, no dia em que o Presidente venezuelano, Hugo Chávez, visita a Portugal.

A 2 de Outubro, a Galp Energia e a Petroleos de Venezuela (PDVSA) assinaram um memorando para estudar o desenvolvimento de projectos conjuntos no sector energético, como o desenvolvimento de actividades de exploração, produção e abastecimento de petróleo e gás.

O acordo prevê a participação de 20 por cento da Galp Energia em projectos de exploração e produção de petróleo na Faixa Petrolífera de Orinoco, uma área que, segundo Rafael Carreño, "poderá ter reservas de 50.000 milhões de barris", tendo a esperança de encontrar até 12.000 milhões de barris de petróleo.

De acordo com o ministro venezuelano, este acordo com a Galp poderá ainda garantir o abastecimento de 30 por cento das necessidades de Portugal e, segundo o presidente-executivo da Galp Energia, "numa óptica de longo prazo, entre 5 a 10 anos".

Com este acordo, acrescentou Ferreira de Oliveira em Outubro, a Galp Energia pretende construir com a Petroleos da Venezuela uma parceria semelhante a que tem com a Petrobrás e a Sonangol, que é "sólida e frutífera", numa altura em que a empresa portuguesa está à procura de oportunidades de negócio para assegurar o aprovisionamento de petróleo e gás necessário para abastecer o seu mercado em Portugal e Espanha.

O presidente da Galp disse também que investimentos desta "ordem de grandeza", que atinge no total os 6.000 milhões de euros, "implicam projectos de longo prazo e logo de natureza estratégica".

Entre os outros projectos de curto, médio e longo prazo que serão estudados pelas duas empresas destaca-se a possibilidade de incorporar a Galp em projectos de exploração e produção de petróleo em fase de operação que se encontrem a decorrer na Venezuela.

Destaca-se ainda a possível participação da Venezuela no projecto Mariscal Sucre, para desenvolvimento do gás no offshore da Venezuela e participação num terminal de liquefacção de gás natural.

Está também previsto um possível investimento em armazenagem estratégica em Sines, para o petróleo oriundo da Venezuela, de modo a suportar as actividades da petrolífera venezuelana no sul da Europa.

Existe ainda a possibilidade da Venezuela se tornar um fornecedor relevante de petróleo à Galp.

A Venezuela é o país do mundo ocidental com maior volume de reservas provadas, que se estimam, excluindo a Faixa Petrolífera de Orinoco, em mais de 77 mil milhões de barris.

Empresas como a Chevron, Total, Statoil, BP e ENI são hoje parceiras da PDVSA em vários projectos na Venezuela.

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