G20 deve “emitir mensagem clara” de solidariedade face aos desafios da economia mundial


 

Lusa/AO Online   Economia   2 de Nov de 2011, 06:25

Os países do G-20 devem "reforçar a cooperação" e "emitir uma mensagem clara de solidariedade face aos principais desafios da economia mundial", defendeu o presidente chinês, Hu Jintao, numa entrevista publicada hoje pelo jornal francês Le Fígaro.

Respondendo por escrito a um questionário do jornal, Hu Jintao alertou que o mundo enfrenta "crescentes fatores de instabilidade e incerteza", nomeadamente o "sobre-endividamento de certos países desenvolvidos" e o "aumento do protecionismo", e exortou o G-20 a "promover um crescimento forte, duradouro e equilibrado da economia global".

O presidente chinês é esperado hoje em Cannes, no sul de França, para participar na próxima Cimeira do G-20, que reunirá nos dois dias seguintes os líderes das principais economias do planeta.

Na entrevista ao Le Fígaro, Hu Jintao disse que o G-20 deve "prosseguir o espírito de solidariedade", "reforçar a coordenação das políticas macroeconómicas" e "concentrar-se nos grandes e urgentes desafios económicos e financeiros do mundo".

Hu Jintao defendeu também que a Cimeira do G-20 deve "continuar a debruçar-se sobre o problema das desigualdades de desenvolvimento Norte-Sul" e "apreciar objetiva e corretamente a contribuição dos países emergentes e em vias de desenvolvimento para a recuperação e crescimento da economia global".

Quanto à crise da dívida soberana na zona euro, o presidente chinês manifestou-se confiante que as medidas tomadas pelos líderes europeus há cerca de uma semana "permitirão estabilizar o mercado financeiro e ultrapassar as atuais dificuldades".

"A China deseja sinceramente a estabilidade da zona euro e do euro. A China considerou sempre a Europa como uma força importante na cena internacional e apoiou constantemente a integração europeia", acrescentou.

As cimeiras do G-20, iniciadas nos Estados Unidos na sequência da crise financeira de 2008, reúnem os líderes de 19 grandes economias, da África do Sul à Turquia, e também da União Europeia.

Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá. Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Itália, México, Reino Unido, Rússia e Vietname são os outros membros do grupo.

No conjunto, o G-20 representa cerca de dois terços da humanidade e mais de 80 por cento do Produto Bruto Mundial.


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