Futuro aeroporto só avança se não prejudicar tranquilidade dos peregrinos


 

Lusa / AO online   Nacional   12 de Out de 2007, 11:29

O futuro aeroporto de Fátima, destinado a voos de baixo custo, só irá avançar caso não prejudique a tranquilidade dos peregrinos no Santuário de Fátima, garantiu hoje um dos responsáveis da comissão que está a estudar a viabilidade do projecto.
    Segundo Francisco Vieira, que é também presidente da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), o estudo de viabilidade, que deverá ser adjudicado nas próximas semanas, inclui também uma análise dos eventuais prejuízos causados à tranquilidade do Santuário.

    A atractividade de Fátima nos mercados turísticos internacionais levou o proprietário da actual pista, a Junta, a Câmara e a associação de empresários a criar, há cerca de um mês, um "grupo informal de trabalho" para avaliar a viabilidade de criação de um aeroporto destinado a voos charters e de baixo custo para turismo religioso.

    "O estudo vai avaliar a viabilidade económica e ambiental" da pista, sem esquecer a "paz e tranquilidade" da cidade e do santuário, afirmou Francisco Vieira, que confia no sucesso do projecto, até porque os corredores de voo da pista não afecta directamente a cidade.

    "Qualquer impacto negativo sobre a cidade inviabilizará completamente o avanço do projecto", salientou o dirigente, respondendo assim às dúvidas levantadas pelo reitor do Santuário, Monsenhor Luciano Guerra, há três semanas.

    Na ocasião, o reitor considerou que a actual pista, localizada perto da localidade da Giesteira, "está perto demais" do Santuário, prejudicando a tranquilidade e a reflexão dos crentes.

    "Penso que seria interessante que Fátima tivesse um aeroporto internacional", mas "suficientemente distante para não perturbar os peregrinos", acrescentou Luciano Guerra.

    O objectivo dos promotores é transformar a pista de Fátima num aeroporto médio e o proprietário está disponível para alienar parte dos seus direitos a uma sociedade que venha a gerir o equipamento.

    Caso o estudo apresente conclusões positivas, a gestão da pista caberá a uma estrutura empresarial de maioria pública que irá ressarcir o proprietário pelo investimento realizado.

    Os voos "low-cost" a partir do Vaticano são uma ideia que nasceu a partir de uma nova companhia do género sedeada na Itália e que quer apostar neste tipo de turismo aeronáutico.

    Depois das obras de adaptação da pista (passando-a de 1.600 para 1.750 metros) será possível acolher aviões com capacidade até 170 pessoas.

    Com a sua construção iniciada nos anos 1980, o aeródromo da Giesteira tem sido objecto de polémica devido aos constantes problemas burocráticos existentes mas que agora parecem estar sanados, pelo menos ao nível local e na utilização pela protecção civil.

    Para o seu uso comercial, falta ainda o licenciamento da pista pelo Instituto Nacional de Aeronáutica Civil, um problema que esta comissão pretende ver resolvido depois das obras de ampliação e a construção de equipamentos de apoio.
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