Forças de segurança negam que esteja a ser investigado grupo ligado a redes terroristas


 

Lusa / AO online   Nacional   17 de Out de 2009, 13:27

As forças de segurança do distrito de Faro negaram hoje que estejam a ser investigados no Algarve furtos em hotéis envolvendo suspeitos com ligações a alegadas redes internacionais de terrorismo.

A informação foi divulgada em comunicado pelo Governo Civil de Faro, que reuniu com empresários do turismo e responsáveis distritais das forças de segurança sob a alçada do Ministério da Administração Interna, Polícia Judiciária, Serviço de Informações e Segurança (SIS) e Turismo do Algarve.

A reunião foi convocada após representantes de alguns sectores da actividade hoteleira terem manifestado na Imprensa preocupações acerca da segurança na região, onde estaria alegadamente a actuar uma rede criminosa financiada por terroristas.

Em declaraões à Lusa na terça-feira, o presidente da maior associação hoteleira da região manifestou-se preocupado com o aumento da criminalidade contra turistas no Algarve, envolvendo grupos especializados em roubos a quartos dos hotéis.

A edição de hoje do diário Correio da Manhã noticia que está a ser investigado pelas autoridades um grupo suspeito de assaltar dezenas de hotéis que terá ligações a redes terroristas internacionais.

Durante a reunião, os responsáveis distritais das forças de segurança afirmaram “a inexistência de quaisquer processos de investigação em curso nas respectivas áreas de jurisdição”, afirma o Governo Civil de Faro.

No encontro foi ainda feita a análise da segurança na região, com a conclusão de que os índices de criminalidade registados durante este ano se mantêm “estabilizados” comparativamente a anos anteriores.

O Governo Civil acrescentou que os dirigentes das associações empresariais presentes na reunião manifestaram a sua total confiança no trabalho desenvolvido pelas forças e serviços de Segurança, defendendo a necessidade de complementar o seu trabalho com meios de videovigilância.

Os dirigentes das associações empresariais transmitiram ainda ao governador civil de Faro, “que não se revêem em quaisquer manifestações sobre um alegado aumento da insegurança na região”, com origem em “especulações” que apenas “geram alarmismo público”.


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