FLA volta à rua para comemorar o 6 junho de 1975

FLA volta à rua para comemorar o 6 junho de 1975

 

LUSA/AOnline   Regional   28 de Mai de 2012, 15:15

A Frente de Libertação dos Açores (FLA) anunciou hoje que vai comemorar este ano os 37 anos do 6 de junho de 1975 para "mostrar ao mundo a força dos açorianos" e homenagear os que contribuíram para a liberdade.

"O 6 de junho foi o dia do grito da libertação do povo açoriano de uma nova ditadura de esquerda", afirmou Álvaro Lemos, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada para dar conta do programa que vai assinalar a data histórica.

Segundo Álvaro Lemos, há 37 anos dez mil pessoas vieram para as ruas de Ponta Delgada manifestar-se, num "acontecimento raro" na região, que culminou com a demissão do governador civil, António Borges Coutinho.

Os principais motivos da manifestação foram as reivindicações da lavoura micaelense, mas onde esteve misturada uma reação contra a inclinação política à esquerda verificada no continente.

As comemorações do 6 de junho deste ano têm início às 11:00, com uma missa na Igreja de S. Pedro, seguindo-se às 17:30 uma concentração no Jardim Sena Freitas, em Ponta Delgada, onde o independentista José de Almeida fará uma palestra.

O independentista disse que existe medo em se estar associado à FLA, mas assegurou que "mesmo que só apareçam 20 pessoas, as comemorações vão realizar-se.

Para o independentista, que considera que o dia da região deveria ser celebrado a 6 de junho, a autonomia está "desgastada" e a "desunir as ilhas", uma vez que "os partidos políticos não defendem os Açores, apenas olham para os seus umbigos".

"Para mim a autonomia é um diploma da incapacidade dos açorianos se governarem a si próprios", afirmou Álvaro Lemos, acrescentando que "a FLA sempre viveu", embora só apareça publicamente quando "é preciso dar força ao povo açoriano para demonstrar dignidade".

A Frente de Libertação dos Açores (FLA) foi criada em Londres em abril de 1975 com o objetivo de lutar pela independência dos Açores face a Portugal continental, tendo desenvolvido um processo político e diplomático, a par de ações populares algumas de cariz violento para atingir este fim.

Álvaro Lemos revelou ainda que a FLA pretende realizar um estudo económico, recorrendo a economistas noruegueses ou dinamarqueses, para demostrar aos açorianos que o arquipélago tem condições financeiras para ser independente.


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