FLA participa no Encontro Internacional de Movimentos Independentistas nas Canárias


 

AO Online   Regional   25 de Nov de 2018, 21:27

A Frente de Libertação dos Açores participou este fim de semana no Encontro Internacional de Movimentos Independentistas em Las Palmas, organizado pela Assembleia Nacional da Catalunha  e pelo Conselho para a Descolonização e Transição Nacional do Arquipélago das Canárias juntamente com outras dezasseis nações sem estado e colónias.

No encontro estiveram presentes representantes da Catalunha, Escócia, Irlanda, Córsega Ilhas Faroé, Véneto, Gibraltar, Líbia, Ceuta e Mélia (enclave espanhol dentro do território marroquino), Kabila, Nova Caledónia (colónia francesa), Marrocos. Martinica (colónia francesa) e Açores.

Do “Programa”, e no Relatório das Nações participantes, esteve incluída a comunicação do representante da FLA, no qual se apresentou a visão sobre a situação atual dos Açores sobre o sistema autonómico, que "não é mais do que a ferramenta que permite a manutenção de uma cultura centralista e colonialista por parte de Lisboa, que, perante as leis e a constituição portuguesa, relega a autonomia a um estatuto de colónia. Nesta comunicação será salientando o facto de nos Açores, ao contrário de noutros Estados sem nação e colónias, serem proibidos partidos açorianos, principalmente se forem independentistas, bem como, o facto de o atual estatuto não permitir aos órgãos de soberania dos Açores a administração e gestão do Mar dos Açores da ZEE, que faz parte do território açoriano e da exploração da sua plataforma marítima, bem como do seu Espaço Aéreo", adianta o comunicado da FLA enviado às redações.

O comunicado avança ainda: " a conferência salientou o paradigma de persistência colonial e decadente dos Estados, que foram potencias colónias, e dão continuidade ao saque das regiões que ocupadas de forma a retirarem proveitos estratégicos da ocupação que fazem das regiões que ocupam".

A FLA garante que a participação aconteceu com o objetivo de "manifestar o apoio a uma luta de reivindicação democrática e pacifica pelos direitos dos povos a lutarem pelos seus direitos."



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