FENPROF faz balanço positivo, várias escolas encerradas


 

Lusa/Ao online   Nacional   30 de Nov de 2007, 08:20

O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, fez hoje de manhã um primeiro balanço positivo da greve da Função Pública no que diz respeito à educação, encontrando-se encerradas várias escolas de Norte a Sul do País.
“Os dados que nos chegam são de adesão elevadíssima”, disse à Lusa Mário Nogueira, ressalvando que ainda não é possível saber a adesão dos professores porque a maior parte das escolas encontram-se encerradas.

    O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FENPROF) falava na Escola Secundária de Gil Vicente, em Lisboa, a primeira paragem de uma delegação da Frente Comum de Sindicatos da Função Pública para acompanhar o dia de greve.

    À porta da Escola Secundária de Gil Vicente estava um papel afixado onde se alertava para a greve bem como um cartaz onde se pode ler “Por pensões e salários justos, por carreiras dignas. Não aos supranumerários”.

    De acordo com Mário Nogueira, há concelhos de Norte a Sul do país em que todas as escolas estão encerradas.

    Em Lisboa estão encerradas as Escolas secundárias de Gil Vicente, Francisco Arruda, Restelo, Nuno Gonçalves, Paços Manuel, Marquês de Pombal, Telheiras, Almada Negreiros, EB 2-3 Olivais, Escola 1-7-5 dos olivais e Afonso Domingues.

    No Porto estão encerradas a Escolas secundárias de Resende, Fontes Pereira de Melo, EB 2+3 Gomes Teixeira, EB Pires de Lima e EB de Gondomar.

    No Algarve estão encerradas escolas nos concelhos de Loulé, Olhão, Silves, Lagoa, Vila Real e Quarteira.

    Em Coimbra, as escolas secundárias D. Diniz, EB 2+3 Pedrulha, EB 2+3 Alice Gouveia e secundária de Condeixa encontram-se encerradas.

    As três estruturas sindicais da Administração Pública marcaram esta greve conjunta "contra a intransigência do Governo nas negociações salariais", um ano após a realização da última paralisação conjunta, pelo mesmo motivo.

    Os sindicatos queixam-se nomeadamente de a equipa negocial do Ministério das Finanças ter iniciado o processo com uma proposta de aumentos salariais de 2,1 por cento e de ter encerrado as negociações com o mesmo valor.

    A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 9 e 10 de Novembro de 2006 contra o aumento salarial de 1,5 por cento que o Governo decidiu aplicar, apesar de a inflação prevista nessa altura ser de 2,1 por cento.

   

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