FENPROF admite regressar à contestação

FENPROF admite  regressar à contestação

 

Lusa/AO Online   Nacional   23 de Dez de 2009, 17:36

 A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) admitiu hoje não assinar o acordo com o Ministério da Educação e regressar à contestação, no final de uma reunião com a tutela que afirmou não ter tido qualquer interesse.

"Foi uma reunião sem interesse nenhum, que podia perfeitamente não ter acontecido", disse aos jornalistas o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, no final de um encontro com o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Ventura, que tem estado a negociar com os sindicatos a revisão da carreira e da avaliação docente.

"Sendo uma reunião que se considerava ter grande importância, a apenas uma semana de uma eventual assinatura de um acordo, também foi uma reunião que hoje, se avaliarmos, era perfeitamente desnecessária porque não serviu para coisa nenhuma", declarou.

De acordo com Mário Nogueira, o Ministério da Educação, "não tinha nada para apresentar".

Mário Nogueira afirmou que se dia 28, no documento que a tutela apresentar, não houver nada de novo, a FENPROF não assinará o acordo. O secretariado nacional da estrutura sindical reúne-se dia 30 de manhã e às 15:00 anunciará uma decisão.

Mário Nogueira admitiu ainda que, caso a situação se mantenha, o regresso da contestação dos professores.

O dirigente sindical recordou que a ministra, Isabel Alçada, já tinha anunciado que as quotas na avaliação dos professores se mantêm, durante a sua primeira audição, esta semana, na Assembleia da República.

"Isto foi como um jogo de futebol em fim de campeonato em que tudo já está decidido. Não serve para nada", lamentou.

O líder da FENPROF reafirmou hoje a possibilidade de pedir a negociação suplementar.


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