Federação das Pescas garante "transparência" sobre Espada Pescas

Federação das Pescas garante "transparência" sobre Espada Pescas

 

Lusa/AO online   Regional   27 de Set de 2018, 16:58

O presidente da Federação das Pescas dos Açores rejeitou a existência de qualquer favorecimento na atribuição de ativos da extinta Espada Pescas para a nova cooperativa de pescas, mas o PSD vai pedir mais esclarecimentos à Lotaçor.

Na quarta-feira, o presidente da cooperativa Porto de Abrigo, João Castro, afirmou, após uma audição no parlamento açoriano, que "gostaria que o processo de atribuição do património da extinta empresa pública açoriana Espada Pescas tivesse sido um pouco mais transparente".

Também o presidente da associação de comerciantes de pescado dos Açores disse em sede da mesma comissão que a Espada Pescas, uma empresa pública dos Açores, que foi extinta em agosto, fez “concorrência desleal” e “prejudicou o setor privado e os cofres do Estado”.

“Não concordamos com estas afirmações. Foi tudo de uma total transparência, porque a Federação das Pescas já tínha intenção de criar a cooperativa antes da decisão que foi tomada pelo Governo”, disse hoje aos jornalistas o presidente da Federação das Pescas dos Açores, frisando que "foi feita uma proposta ao executivo para o aluguer de parte das instalações e parte do equipamento" da Espada Pescas.

Gualberto Rita esclareceu ainda que "em junho foi feito um oficio de intenção à Espada Pescas e à Lotaçor a manifestar interesse em ficar com parte das instalações e parte do equipamento da Espada Pescas, o que qualquer entidade também poderia ter feito".

"E trata-se sempre de um aluguer das instalações. Não há alienação nenhuma ao contrário daquilo que foi dito", reforçou, acrescentando que a nova cooperativa de pesca criada "ficou com sete trabalhadores da Espada Pescas e neste assunto houve também total transparência".

O deputado do PSD/Açores António Vasco Viveiros adiantou que o partido vai chamar a presidente da Lotaçor para "explicar aspetos que não estão esclarecidos", alegando que das audições de quarta-feira e de hoje a conclusão a retirar "é que o processo não foi transparente".

"E só há transparência quando há consulta, quando há concursos e não houve qualquer procedimento de consulta ao mercado e ninguém sabe objectivamente se haveriam outros interessados que poderiam oferecer melhores condições à Lotaçor", apontou.

O PS/Açores criticou a postura do PSD, tendo o deputado socialista Francisco César sustentado que os sociais-demcoratas "antes de ouvirem as entidades já tinham concluído que não havia processo de transparência".

“E durante a audição das entidades reafirmou que não havia transparência e agora ainda diz que vai proceder a mais diligências, mas já concluiu que não há transparência”, acrescentou o parlamentar socialista.

Franciso César disse também que "o PS exige em todos os procedimentos transparência e irá trabalhar para verificar se houve ou não essa transparência".

"[O partido] não chega a conclusões antes do final da comissão de inquérito", criticou.



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