Crise financeira

Falta de confiança de investidores continua

Os investidores continuam com falta de confiança, receiam comprar e optam por desfazer-se dos activos de risco, e só a alteração deste comportamento pode inverter as quedas acentuadas dos mercados que esta segunda-feira se repetem.


A semana iniciou-se com novas descidas nos mercados europeus, em alguns casos, como Paris, acima dos cinco por cento, enquanto em Lisboa o PSI 20 recuava mais de quatro por cento.

    Os mercados europeus são influenciados pelas bolsas asiáticas, que se afundaram-se hoje mais uma vez, perante os receios de uma recessão à escala mundial, apesar das medidas governamentais para restituir a confiança aos mercados internacionais.

    Em Tóquio, a bolsa caiu 6,36 por cento com o índice Nikkei a registar o nível mais baixo dos últimos 26 anos: 7.162,90 pontos.

    Luís Gualter Pacheco, da corretora LJ Carregosa, referiu que "se trata de um fenómeno global, em que uns mercados vão influenciando os outros, devido à falta de confiança entre os investidores".

    "Os investidores têm medo de comprar e há menos compras que vendas, sendo estas muito fortes", especificou Luís Pacheco.

    "A falta de confiança e a incerteza provocam volatibilidade dos mercados", acrescenta o analista que salienta que são esperados sinais da parte da economia e das empresas para poder existir alguma melhoria no ambiente financeiro.

    Albino Oliveira, da Fincor, segue esta análise e defende que "a confiança não existe entre os investidores e não se assiste a qualquer alteração do seu comportamento".

    Os investidores "querem sair dos activos com risco a qualquer preço porque já acumularam perdas de mais de 50 por cento desde o início do ano", acrescentou.

    Para ambos os analistas, as várias medidas já anunciadas por governos e bancos centrais são positivas, mas essencialmente utilizadas pela banca, e Luís Pacheco salienta que "a situação podia ser mais grave, se houvesse falências de bancos".

    Albino Oliveira refere que o comportamento dos mercados "não significa que as medidas não possam ser positivas, reflecte sim, o pessimismo dos investidores".

    Quanto aos resultados das empresas, que não melhoraram, "já eram esperados" tal como é esperada uma descida das taxas de juro na reunião da Reserva Federal norte-america, esta semana.

    Para Albino Oliveira, "a grande questão é saber o que poderá mudar o sentimento dos investidores" de modo a inverter a crise dos mercados.
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