Explorações pecuárias encerradas devido a surto de brucelose que afectou 50 pessoas

Explorações pecuárias de Vila Nova de Paiva foram encerradas devido a um surto de brucelose, que nos últimos meses deixou cerca de 50 pessoas contaminadas, disse hoje à agência Lusa o presidente da autarquia, José Morgado.


O autarca explicou que o primeiro alerta foi dado em maio e depois começaram a aparecer vários casos, tendo sido necessário internar “uma dúzia de pessoas” no Hospital de S. Teotónio, em Viseu.

“No mês de junho e de julho quase todos os dias apareciam casos novos”, contou, acrescentando que “a situação agora está bem mais calma e só se mantém uma ou duas pessoas internadas”.

O principal foco do surto de brucelose aconteceu na freguesia de Touro, tendo a Direcção Geral de Veterinária mandado encerrar algumas instalações pecuárias, principalmente de caprinos.

“Aqui junto à Serra da Nave ainda há explorações de gado miúdo, ovelhas e cabras, e que foram mais afetadas”, contou José Morgado, que é natural desta freguesia.

Segundo o autarca, foram encerradas “pelo menos duas explorações e levado o gado afetado”. As instalações terão agora que ficar de quarentena, sem animais.

Explicou que a transmissão terá ficado a dever-se ao contacto das pessoas com os animais afetados e as instalações onde se encontravam e também ao consumo de queijo produzido a partir de leite não pasteurizado.

“Se calhar a grande fonte de contaminação foi mesmo o consumo de queijo de cabra”, considerou.

José Morgado garantiu que este surto não tem a ver com a falta de controlo das explorações pecuárias.

“Há um controlo grande do ADS (Agrupamento de Defesa Sanitária) e temos o nosso veterinário municipal que periodicamente faz o controlo a todas as instalações. Mas com o tempo quente da primavera lá aconteceu algum foco que se foi propagando”, acrescentou.

PUB

Região conta com mais de 400 empresas de animação turística licenciadas. Os dados foram divulgados pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, em resposta a críticas da AREAT, que alertou para a atividade ilegal e a falta de fiscalização no setor