Expedição Oceano Azul apresenta resultados preliminares

Expedição Oceano Azul apresenta resultados preliminares

 

AO Online   Regional   25 de Jun de 2018, 11:14

A Expedição Oceano Azul, uma das mais completas expedições realizadas em águas nacionais com o objetivo de explorar zonas ainda pouco conhecidas do mar dos Açores, terminou, ao fim de 20 dias de mar e de 650 milhas percorridas entre os grupos central e ocidental do arquipélago.


De acordo com nota esta expedição cumpriu os seus objetivos científicos de avaliar as comunidades biológicas das zonas menos conhecidas do mar dos Açores, entre ecossistemas costeiros, de oceano aberto e mar profundo.

“Pela primeira vez, foi montada em Portugal uma expedição científica que contou com o apoio de diferentes sectores da sociedade, envolvendo entidades públicas, privadas, do mundo académico e da comunidade científica nacional e internacional”, refere José Soares dos Santos, presidente da Fundação Oceano Azul. “Trabalhar em conjunto traz resultados mais rápidos e sólidos, e o oceano precisa de urgentemente de ação,” acrescenta.

“Esta foi a primeira ação de um projeto mais abrangente, o Programa Blue Azores que tem uma duração estimada de três anos, e que resulta de uma parceria entre a Fundação Oceano Azul e a Fundação Waitt. Este programa tem como objetivo a promoção, proteção e valorização do capital natural azul do Arquipélago dos Açores numa colaboração a estabelecer com o Governo Regional dos Açores”, assinalou Emanuel Gonçalves, líder da Expedição e administrador da Fundação Oceano Azul.

A expedição contribuiu para um panorama científico mais revelador do valor dos ecossistemas do mar dos Açores e ficará reconhecida como a primeira expedição organizada por uma instituição portuguesa, liderada por cientistas portugueses e utilizando navios e meios nacionais que localizou um campo hidrotermal em águas profundas no nosso território marítimo.

A expedição foi organizada pela Fundação Oceano Azul, em parceria com a Waitt Foundation e a National Geographic Pristine Seas, e em colaboração com a Marinha Portuguesa através do Instituto Hidrográfico, o Governo Regional dos Açores e a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) com o ROV “LUSO”.



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