O projeto, da responsabilidade do Observatório do Mar dos Açores (OMA), vai ser inaugurado pelas 16h00, na Fábrica da Baleia de Porto Pim.
“Este novo espaço interpretativo apresenta ao público um conjunto de vestígios e histórias reveladas através de mais de 20 anos de investigação arqueológica e científica na baía e no porto da cidade”, adiantou a organização num comunicado enviado à agência Lusa.
Segundo a nota, a exposição “destaca a importância da Horta nas ligações marítimas do Atlântico, reunindo informação sobre naufrágios e outras histórias associadas à navegação”.
Paralelamente, “evidencia o valor ecológico das zonas costeiras de Porto Pim e do Canal Faial - Pico, sublinhando a necessidade de proteger os habitats marinhos que fazem parte desta história”.
Ainda de acordo com o OMA, o Museu da Horta disponibiliza peças do seu acervo e o seu Departamento de Conservação e Restauro é responsável pelo tratamento de alguns dos materiais arqueológicos apresentados ao público.
Já a empresa G2C2 Productions é parceira na produção dos conteúdos multimédia que acompanham a exposição, “contribuindo para tornar a experiência mais envolvente e acessível”.
O novo espaço interpretativo do património cultural e natural subaquático dos Açores enquadra-se no projeto europeu ecoRoute, que promove a valorização do património subaquático como elemento diferenciador para o desenvolvimento de um turismo sustentável nas regiões ultraperiféricas.
O ecoRoute é desenvolvido nos Açores pelo OMA, pela Associação de Turismo Sustentável do Faial e pelo CHAM - Centro de Humanidades da Universidade Nova de Lisboa, com a colaboração de várias instituições locais.
A inauguração do novo núcleo interpretativo marca o início de outras iniciativas previstas pelo ecoRoute, “entre as quais se destaca o trilho subaquático de Porto Pim, que permitirá ao público descobrir ‘in situ’ aspetos da biodiversidade e elementos ligados ao património cultural submerso”.
O projeto inclui ainda a instalação de sinalética interpretativa em várias zonas de interesse, com placas informativas e ‘QR codes’ que ajudarão a contextualizar o património natural e arqueológico da área.
Com esta nova oferta cultural, a cidade da Horta “reforça o seu compromisso com a literacia oceânica, com a valorização do seu património histórico e natural e com a promoção de um modelo de turismo sustentável, assente no conhecimento e no respeito pelo mar”, é referido.
O OMA é uma associação técnica, científica e cultural sem fins lucrativos que foi criada em 2002 por 23 sócios fundadores ligados ao Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
Tem sede na Fábrica da Baleia de Porto Pim, estatuto de instituição equiparada a organização não-governamental de ambiente (ONGA) e, em março de 2010, foi considerada pelo Governo dos Açores como instituição de utilidade pública.
O OMA tem como objetivos a divulgação da cultura científica e tecnológica, a promoção de atividades de interpretação e educação ambiental no âmbito das Ciências do Mar, e a salvaguarda, estudo e divulgação do património baleeiro do Faial e dos Açores.
Horta inaugura espaço interpretativo do património cultural e natural subaquático
Um novo espaço interpretativo do património cultural e natural subaquático dos Açores, que divulga “mais de 20 anos de investigação arqueológica e científica”, é inaugurado esta segunda-feira, 2 de dezembro, na Horta, na ilha do Faial
Autor: Lusa/AO Online
