Rúben Rodrigues imparável no 58th Azores Rallye

O campeão dos Açores em título dominou todas as classificativas e sagrou-se o grande vencedor do 58th Azores Rallye, prova que regressou às estradas de terra da ilha de São Miguel, mais de dois anos depois.



De regresso aos ralis regionais, o campeão dos Açores de 2024 fez o pleno e escreveu o seu nome na(restrita) lista de pilotos açorianos que venceram o mais antigo rali dosAçores.

Ao volante de um Toyota GRYarisRally2, que estreou em grande estilo nos Açores, o agora piloto “nacional” impôs o ritmo adquirido pela participação no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) 2025 e dominou todas as classificativas disputadas na 58.ª edição do rali levado a cabo pelo Grupo Desportivo Comercial (GDC), que voltou aos pisos de terra micaelenses, após um interregno superior a dois anos.

Acompanhado pelo navegador Jorge Carvalho, Rúben Rodrigues precisou de 1 hora (h), 14 minutos (m) e 7.3 segundos (s) para percorrer todas as provas especiais de classificação (PEC) do(adaptado) itinerário do AzoresRallye 2025 - a 10.ª e derradeira classificativa (Graminhais 2) foi cancelada devido às condições climatéricas adversas (forte nevoeiro) e para preservar a segurança de todos os concorrentes.

Depois de uma entrada assertiva no primeiro dia do rali, Rúben Rodrigues não “tirou o pé do acelerador” e continuou a dominar no segundo e derradeiro dia da prova, dilatando a vantagem para a concorrência de classificativa para classificativa.

No final do rali, e momentos antes de subir ao pódio, o piloto da Auto Açoreana Racing não escondeu o orgulho e a felicidade por adicionar o seu nome ao palmarés da prova mais emblemática do desporto motorizado nos Açores.

“Esta vitória e este regresso [aos Açores] é muito especial para nós. Pôr o nosso nome no vasto leque de pilotos vitoriosos no Azores Rallye deixa-nos muito orgulhosos por tudo aquilo que conseguimos fazer aqui”, confessou o piloto micaelense em declarações prestadas ao AçorianoOriental (AO).

Sobre a sua prestação,Rodrigues reconheceu que o “andamento” ganho no Campeonato de Portugal de Ralis fez-se sentir e deixou vários elogios ao trabalho desenvolvido pela sua equipa ao longo de toda a época.

“O carro funcionou na perfeição. Nós mostrámos bem o ritmo que temos vindo a adquirir no CPR e isso fez-se sentir. Entrámos muito fortes, ganhámos todas as PECs e toda a minha equipa está de parabéns”, congratulou-se.

No segundo lugar absoluto, Luís Miguel Rego e JoséJanela, que se viram afetados por alguns problemas mecânicos no Skoda Fabia RS Rally2, tiveram dificuldades para acompanhar o ritmo estabelecido por Rúben Rodrigues, situação que se traduziu numa distância de 1m49s5 para o tempo do piloto da Auto Açoreana Racing.

“Não podemos dizer [que o balanço] foi positivo. Nós queríamos estar na luta pela vitória, mas infelizmente as coisas não correram como planeado.  Nós tivemos um pequeno problema mecânico, que nos acompanhou durante todo o rali”, explicou o piloto ao AO.

Ainda assim, o virtual campeão açoriano absoluto de 2025 “fechou” a sua participação no Campeonato dos Açores de Ralis com a “chave de ouro”, ao alcançar o seu sexto triunfo da temporada.

No que diz respeito à “luta” nas 2 Rodas Motrizes (2RM), o também “nacional” Henrique Moniz, que fez dupla com Jorge Diniz em Peugeot 208 Rally4, “importou” a experiência obtida na época de estreia no campeonato nacional e levou a melhor sobre Rafael Botelho e Rui Raimundo, em viatura semelhante, prestação que valeu ao virtual vice-campeão nacional nas 2RM o lugar mais baixo do pódio absoluto.

Ao AO, Moniz mostrou-se “muito satisfeito” por voltar a ”correr” em casa.

“Estou muito satisfeito. Viemos aqui com uma responsabilidade muito grande. Temos de embarcar o carro amanhã [hoje], porque há responsabilidades a cumprir e, por isso, não podíamos cometer qualquer tipo de exagero. Viemos num ritmo seguro, com a toada calma, sem arriscar nada em lado nenhum, para nos divertirmos e para divertir também  o público e penso que isso foi amplamente conseguido”, reconheceu o piloto açoriano.

Já Rafael Botelho, que fez  equipa com Rui Raimundo, congratulou Henrique Moniz pela vitória, mas ainda assim admitiu que o balanço do AzoresRallye “só pode ser positivo”.

“Dar os parabéns ao Henrique [Moniz], que teve um ritmo superior. Juntando às suas qualidades, a parte de ter feito o campeonato nacional, acho que lhe deu uma janela um bocadinho melhor. Nós tentámos ir atrás e, a espaços, conseguimos estar muito perto do ritmo dele, mas com o desenrolar da prova, fomos ficando para trás, perdendo para ele, mas cimentando para toda a ‘caravana’ do regional e, portanto, a esse nível, o balanço tem que ser positivo”, revelou o virtual bicampeão dosAçores nas 2RM, que somou o sétimo triunfo da temporada no CAR da categoria.

Num dia marcado pela desistência de nomes de vulto, com principal destaque para Rui Borges (Citroën C3 N5), Gustavo Silva e Hélder Miranda (ambos em Peugeot 208 Rally4), Gonçalo Rego e PedroCastro, também em Peugeot 208 Rally4, aproveitaram para “saltar” para o terceiro lugar nas 2RMe para o quinto à geral.

Também beneficiando das desistências de Gustavo Silva, Rui Borges e Marco Soares, JoãoFaria e Nuno Pereira, em Peugeot 206 RC, subiram ao lugar mais alto do pódio nas contas do Troféu de Ralis de Terra dos Açores (TRTA), sendo seguidos pelas duplas Hélder Pimentel/Rúben Silva e RuiTorres/De Sousa Martins, segundo e terceiro classificados, respetivamente.

Concluída a 58.ª edição do Azores Rallye, Luís Pimentel, presidente do GDC, congratulou toda a sua equipa por “devolver” o rali às estradas da ilha de São Miguel.

“A prioridade era pôr o rali na estrada e que corresse bem. O nosso grande objetivo foi conseguido. Correu tudo bem e sem problemas. A ‘máquina’ está oleada a está a trabalhar bem e isso é bom porque vamos já começar a trabalhar na edição de 2026”, sublinhou.

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