A informação foi avançada por Fernando Vicente, presidente do Sindicato dos Professores da Região dos Açores (SPRA), em declarações ao Açoriano Oriental, tendo o dirigente sindical abordado também as revisões de prova, referindo que o custo de 25 euros provoca “falta de igualdade”.
“Há alunos de meios mais ou menos desfavorecidos que não têm acesso a explicadores que lhes possam ajudar a ver a sua prova. E por isso investir 25 euros em condições socioeconómicas mais vulneráveis é muito difícil”, referiu o representante do SPRA.
Fernando Vicente explica também que a “falta de confiança” que existe em torno das notas se deve à “falta de credibilidade” do novo sistema de correção. O dirigente questiona ainda: “Qual é o aluno que tem confiança na nota que tem? Qual é o pai que tem confiança na nota que o seu filho teve se vê constantemente as pautas a serem alteradas?”.
Os problemas que ocorreram com a correção dos exames a nível nacional acabaram também por existir nos Açores. “Apesar da fiscalização ter sido feita nos Açores, o problema está depois na plataforma que gerou a multiplicidade dos itens para a correção. Há novas pautas a serem colocadas nas escolas quase todos os dias”, reitera o dirigente.
As pautas do 9.º ano
também foram afixadas com atraso, tendo havido alunos que viram as suas
notas alteradas posteriormente. Este atraso fez com que as inscrições
dos alunos no 10.º ano não ocorresse dentro dos prazos previstos,
tendo a situação já sido regularizada.
