Quase dois terços das expropriações necessárias para a construção da
variante à Vila das Capelas está em tribunal, revelou o Governo Regional
dos Açores, em resposta a um requerimento do grupo parlamentar do
Partido Socialista dos Açores.
Segundo o documento, consultado pelo
Açoriano Oriental, foram declaradas de utilidade pública urgente 277
parcelas de terreno a expropriar, por serem necessárias para a execução
da obra, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) dos
Açores.
Destas, em apenas 93 das parcelas foi possível chegar a um
acordo de expropriação amigável, que custou aos cofres da região
2.355.188,81 euros, de acordo com a resposta.
Nas restantes 184
parcelas, praticamente dois terços das expropriações necessárias, o
executivo de coligação PSD/CDS/PPM não chegou a acordo quanto ao valor,
pelo que seguiram para a vida judicial.
“Seguiram a via litigiosa 184
processos, que foram remetidos ao Tribunal Judicial da Comarca dos
Açores, Juízo Local Cível de Ponta Delgada, onde ainda se encontram
pendentes, não estando, presentemente, nenhum processo findo. Por esse
motivo, desconhecem-se ainda os montantes finais a pagar aos
expropriados, aguardando-se a decisão judicial final de fixação e
atribuição/pagamento das respetivas indemnizações”, lê-se na resposta.
No
mesmo documento, o Governo Regional refere que o troço da Variante às
Capelas que vai ser incluído no PRR e, portanto, terá de estar concluído
até 31 de agosto, será o trecho “Rossio da Cidade - Nó de Capelas -
Rossio”.
Ficará por concluir pós-PRR o trecho “Nó de Capelas - Santo
António”. Atualmente, tem data de conclusão para 30 de junho de 2027.
No
entanto, não é adiantado o valor estimado para a conclusão do troço
remanescente, por “a execução de toda a empreitada compreende um único
contrato, pelo que não é linear a repartição do investimento pelos
vários troços em causa”.
O financiamento da despesa executada a partir de 1 de janeiro de 2027 “será integrada no Orçamento Regional” do próximo ano.
Quase dois terços das expropriações da Variante das Capelas em tribunal
Para construir a via rodoviária, Governo Regional teve de expropriar 277
parcelas de terreno, mas apenas 93 foram amigáveis, custando 2,35
milhões de euros
Autor: Nuno Martins Neves
