Governo dos Açores defende "candidaturas audazes" ao Instrumento I3 europeu

O vice-presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, apelou aos empresários, investigadores e parceiros que submetam "candidaturas audazes" ao Instrumento I3 europeu, da União Europeia (UE), defendendo um reforço na investigação



Artur Lima, que participava num evento dedicado ao Instrumento I3 europeu, no Parque de Ciência e Tecnologia da Ilha Terceira (TERINOV), preconizou um reforço da transferência de conhecimento entre a investigação e o setor privado, segundo uma nota do executivo açoriano.

O governante destacou a importância de “preparar o amanhã a partir da valorização e da transferência de conhecimento entre quem investiga e quem empreende”, criando uma “simbiose real onde as ideias inovadoras respondam a desafios concretos dos Açores e dos açorianos”.

Artur Lima deixou um apelo aos empresários, investigadores e parceiros presentes para submeterem "candidaturas audazes" a este instrumento europeu que constitui "uma porta aberta para a escala e para a internacionalização".

"Os Açores não estão a começar do zero. Temos talento, visão e resultados. Existe uma experiência consolidada e um potencial que deve e tem de ser aproveitado pelas nossas empresas”, disse no evento realizado na quinta-feira.

Na sequência da distinção dos Açores, em 2024, pela Comissão Europeia como Vale Regional da Inovação, o governante considerou que tal é "o justo reconhecimento pelo trabalho e pelo progresso que todos, em conjunto, têm alcançado".

O vice do executivo açoriano recordou a adaptação da Estratégia de Especialização Inteligente, que integra agora áreas como a saúde, o espaço e a ciência de dados, bem como os incentivos às bolsas de doutoramento em contexto empresarial.

“Queremos incentivar o crescimento e a inovação do nosso tecido empresarial com base em conhecimento científico”, afirmou.

Artur Lima abordou também a reformulação em curso do sistema científico dos Açores, que se denominará CoRe e que “enquadra o setor de forma mais integrada e orientada para a inovação, articulando num mesmo quadro jurídico a investigação, as entidades de interface, a inovação empresarial e a literacia científica”.

O governante referiu-se ainda ao Inovar 2030, o sistema de incentivos ao setor empresarial, através do qual se pretende desenvolver e reforçar as capacidades de investigação e inovação regionais, assim como a adoção de tecnologias avançadas nos Açores.


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