O Porto Comercial de Ponta Delgada vai trabalhar com “sérias limitações
físicas e operacionais” durante o mês de julho, o que obrigará os
armadores a terem de redefinir a sua operação para a maior ilha do
arquipélago. A informação consta de uma comunicação transmitida aos
armadores, a que o Açoriano Oriental teve acesso, e confirmada ao jornal
pela entidade responsável pela gestão dos portos açorianos.
De
acordo com a Portos dos Açores, a programação de itinerários e escalas
dos navios porta-contentores previstos para este mês obrigou ao contacto
com os armadores de cabotagem marítima insular “com o objetivo de
promover um ajustamento e coordenação das escalas para as próximas
semanas, procedimento habitual que visa assegurar a máxima fluidez e
eficiência das operações”.
Em causa está a gestão partilhada da linha
de cais operacional contínua de 380 metros do terminal que fruto do
“dinamismo natural do mercado nesta época do ano e pelo recente aumento
das frotas das companhias com navios de maior porte” obriga a Portos dos
Açores a uma “coordenação regular e apurada”, explica a nota enviada ao
jornal.
A articulação prévia, acrescentam, “cumpre o propósito de
garantir que as manobras de atracação e desatracação decorram com total
previsibilidade e segurança para as infraestruturas e navios”.
Ora,
esta articulação significa, segundo a entidade gestora dos portos da
região, que os armadores distribuam os navios pelos diferentes dias de
semana.
Atualmente, segundo apurou o Açoriano Oriental, era hábito os
navios chegarem ao porto de Ponta Delgada na sexta-feirae
descarregarem a mercadoria proveniente do continente, recebendo as
mercadorias no mesmo porto, na segunda-feira seguinte.
Com a proposta
da Portos dos Açores, que apela ao “habitual espírito de concertação
mútua” dos armadores, pode significar que os navios passem a operar
noutros dias da semana, podendo alterar a rotação regular entre
continente e os Açores
“Este planeamento coordenado permite
intercalar as chegadas das embarcações, otimizando não só o uso do
espaço físico do cais, mas também a capacidade de resposta das equipas
de estiva e a rotação no parque de contentores, evitando tempos de
espera desnecessários ou congestionamentos”, assinala a Porto dos
Açores.
Portos dos Açores pede a armadores para adaptar serviço em Ponta Delgada
Limitações físicas e logísticas do porto comercial, fruto do maior
dinamismo e frotas com navios de maior porte, levam a “coordenação
regular e apurada”
Autor: Nuno Martins Neves
