Birmânia

EUA "escandalizados" com expulsão do chefe da missão da ONU em Rangum


 

Lusa / AO online   Internacional   3 de Nov de 2007, 10:17

Os Estados Unidos estão “escandalizados” com a decisão da junta militar birmanesa de não prolongar a presença do chefe da equipa da ONU em Rangum, anunciou hoje a Casa Branca.
    “Este género de tratamento é completamente inaceitável e particularmente infundado”, acusou o porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe.

    A junta militar da Birmânia (Myanmar) expulsou o representante das Nações Unidas, Charles Petrie, como resposta ao comunicado crítico emitido em Outubro pela representação da ONU em território birmanês.

    Petrie, coordenador das tarefas humanitárias na missão das Nações Unidas, foi convocado hoje a Naypyidaw, a capital administrativa da Birmãnia, onde recebeu uma carta do governo militar em que é acusado de “actuar para além das suas capacidades ao emitir o comunicado”.

    O comunicado difundido pela missão da ONU a 24 de Outubro defende que as preocupações do povo birmanês foram expressas de “forma clara através das recentes manifestações pacíficas”.

    Uma semana depois do comunicado ter sido tornado público, as autoridades birmanesas emitiram um protesto contra “a declaração sem precedentes” que “prejudica a imagem de Myanmar” e dá “uma mensagem errada à comunidade internacional”, devido ao seu conteúdo “muito negativo”.

    A ordem de expulsão de Petrie surge na véspera da chegada à Birmânia do enviado especial da ONU, Ibrahim Gambari, cuja finalidade é a promoção da reconciliação nacional e da transição democrática.

    A repressão militar às manifestações pacíficas na Birmânia, em Setembro, provocou mais de dez mortes, incluindo um jornalista-fotógrafo japonês, e mais de mil detenções, segundo fontes oficiais, embora grupos dissidentes estimem que os números reais ultrapassem os 200 mortos e os seis mil detidos.

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