Estudantes venezuelanos protestam em sete estados

 Estudantes venezuelanos protestam em sete estados

 

Lusa / AO online   Internacional   7 de Nov de 2007, 16:54

Pelo menos dez pessoas ficaram feridas, oito estudantes e dois polícias, na terça-feira, durante protestos contra a reforma constitucional proposta pelo Presidente Hugo Chávez, a maioria deles em confrontos com a polícia.
Além do Distrito da Capital registaram-se manifestações de estudantes nos Estados de Carabobo, Mérida, Táchira, Anzoátegui, Lara e Yaracuy, contra o fim da autonomia das Universidades, que dizem está estipulado na reforma constitucional.

Os protestos terminaram com dezenas de detidos em todo o país.

Na cidade de Valência, no estado de Carabobo (250 quilómetros a oeste de Caracas) um jovem ficou ferido e outros cinco foram detidos pela polícia que dispersou uma concentração de estudantes de diversas universidades.

Os estudantes distribuíam panfletos contra a reforma constitucional, na Redoma de Guaparo.

Em Mérida (600 quilómetros a sudoeste de Caracas) um jovem, David Martínez de 24 anos, e um oficial da polícia regional, Félix Gregório Garcia Cuevas de 49 anos, ficaram feridos quando um grupo de encapuzados, vestidos com t-shirts vermelhas, disparou de um veículo em movimento.

Os encapuzados tentaram dissolver uma manifestação de alunos da Faculdade de Direito da Universidade de Los Andes (ULA), que protestavam contra a reforma constitucional, na intercepção das avenidas Los Próceres e Las Américas.

Alfredo Contreras, conselheiro da ULA, denunciou que os encapuzados eram simpatizantes do Presidente Hugo Chávez e se refugiaram num conjunto residencial das proximidades. Segundo o comissário Daniel Quintero, os encapuzados dispararam também contra um grupo de polícias que protegiam os comerciantes da zona.

Em Barquisimeto, Estado de Lara (400 quilómetros a oeste de Caracas) cinco alunos da Universidade Pedagógica Experimental Libertador (Upel) ficaram feridos em confrontos com a polícia regional.

Os confrontos ocorreram depois de um grupo de motociclistas tentar agredir os participantes de uma assembleia de estudantes contra a reforma constitucional.

Além dos estudantes foi ferido um oficial de segurança interna da universidade.

O canal de televisão por satélite TVV (TV da Venezuela) transmitiu declarações de um oficial da Guarda Nacional (polícia militar), cujo filho foi ferido, que reclamava que a Polícia de Lara, estava a usar "balas verdadeiras" para reprimir os manifestantes.

O mesmo canal divulgou imagens de estudantes quando eram espancados e pontapeados por funcionários da polícia de Mérida, no Estado de Mérida.

No Estado de Táchira, 800 quilómetros a sudoeste de Caracas, na cidade de San Cristóbal, pelo menos 38 estudantes foram detidos e um número indeterminado ficaram feridos em confrontos com a polícia.

Um grupo de encapuzados, supostamente alunos da UNET (Universidade de Táchira) sequestrou e incendiou um veículo do Ministério de Ambiente em protesto por uma alegada repressão policial, pelas detenções e pelos maus-tratos a alunos.

Segundo a polícia regional os estudantes incendiaram cinco veículos oficiais em menos de uma semana.

Em Caracas, nas últimas 48 horas, estudantes das universidades Metropolitana, Ávila, Santa Maria e Nova Esparta bloquearam várias ruas, congestionando o trânsito.

Alunos de várias universidades convocaram, para o dia de hoje, uma marcha até ao Supremo Tribunal de Justiça, em Caracas.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.