Estados Unidos, ONU e UE manifestam inquietação após violência religiosa

Estados Unidos, ONU e UE manifestam inquietação após violência religiosa

 

Lusa/AO online   Internacional   10 de Out de 2011, 18:35

O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou-se hoje "profundamente preocupado" com a violência religiosa no Egito, indicou hoje a Casa Branca, pedindo a todas as partes "moderação"

"O presidente está profundamente preocupado com a violência no Egito, que se traduziu em mortes trágicas entre manifestantes e forças da ordem", declarou Jay Carney, porta-voz de Obama, ao expressar a solidariedade dos Estados Unidos ao país neste "momento difícil".

"É a hora de todas as partes mostrarem moderação para que o Egito possa avançar na construção de um país forte e unido", referiu Carney em comunicado sobre os confrontos de domingo entre cristãos coptas, muçulmanos e militares, que fizeram 24 mortos e perto de 500 feridos.

Os confrontos ocorreram no centro do Cairo, durante uma manifestação de cerca de mil cristãos coptas em protesto pelo incêndio de uma igreja no sul do país.

"Num momento em que os egípcios definem o seu futuro, os Estados Unidos continuam a considerar que os direitos das minorias, incluindo dos coptas, devem ser respeitados e que as pessoas devem ter o direito de se manifestar e de praticar livremente a sua religião", acrescentou o porta-voz.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também se manifestou "bastante triste" com o ocorrido.

Ban "apela a todos os egípcios para ficarem unidos e manterem o espírito das mudanças históricas que tiveram lugar no início do ano", indicou o porta-voz Martin Nesirky.

Os confrontos de domingo foram os piores desde a revolta que derrubou o regime do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro passado.

O chefe da diplomacia britânica, William Hague, também se declarou "preocupado e alarmado" enquanto a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, lembrou que a liberdade religiosa "é absolutamente fundamental".


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