Açoriano Oriental
Estado “deve fazer mais” no reforço de meios das forças de segurança

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, afirmou que o Estado "deve fazer mais" na área das forças de segurança na região, salientando que existe "efetivamente a necessidade de serem reforçados os meios".

article.title

Foto: GaCS/JAR
Autor: Lusa/AO Online

"Nesta área [forças de segurança] acho que é preciso fazer mais. Naquilo que tem a ver com os recursos humanos das forças de segurança e os meios, não, não é suficiente. O Estado deve fazer mais, também aqui na Região Autónoma dos Açores", afirmou Vasco Cordeiro, no final de uma audiência com o comandante operacional da Guarda Nacional Republicana (GNR), Nuno Pires da Silva, em Ponta Delgada.

Destacando que existe "efetivamente a necessidade de serem reforçados os meios", Vasco Cordeiro assinalou que "faz falta concretizar" essa medida, sobretudo ao nível de recursos humanos, uma vez que "as funções do Estado" precisam de passar da palavra à ação.

"Aquilo que é apregoado muitas vezes e referido quanto às funções do Estado faz-se não apenas com palavras. Faz-se com meios, sejam eles recursos humanos ou recursos técnicos e efetivos", apontou.

Na semana passada, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou na Assembleia da República o recrutamento de 10 mil elementos para as forças e serviços de segurança.

Em abril de 2018, Eduardo Cabrita avançou que iriam ser colocados na região cerca de 40 elementos na Polícia de Segurança Pública (PSP).

"Tem havido algum reforço, tem havido meios que têm sido dirigidos para cá, também de recursos humanos. Mas, não têm sido, no fundo, exatamente iguais àquelas que têm sido as necessidades", reconheceu o presidente do executivo açoriano, defendendo que as funções do Estado se fazem “com gente”.

Vasco Cordeiro frisou que o Governo Regional atribuiu 200 mil euros para o reforço dos equipamentos da GNR e que estão em curso obras para recuperação de instalações na ilha da Graciosa, destacando que "ficou acordado com o Governo da República" que a região se dirigia para "a questão das instalações", enquanto ao Governo da República competia o reforço do pessoal.

"A região já vai para além daquilo que, se calhar no plano estritamente das suas obrigações, deveria ir. E a questão dos apoios às instalações e aos equipamentos é um desses exemplos. É preciso também que da parte do Estado haja essa ação e, no fundo, essa concretização", apontou.

Na ocasião, o comandante operacional da GNR, que se encontra na região para presidir à cerimónia das comemorações do Dia do Comando Territorial, avançou que um dos aspetos discutidos com o presidente do Governo Regional foi a extensão aos Açores do sistema integrado de vigilância do controlo costeiro, já implementando no continente.

"Nesse aspeto [com a implementação do sistema], julgo que poderemos melhorar o desempenho e garantir uma maior segurança aos açorianos", assinalou Nuno Pires da Silva.

Vasco Cordeiro também foi questionado sobre as expectativas face ao novo líder da oposição nos Açores, tendo o presidente do Governo referido que espera que José Manuel Boleiro (confirmado como novo presidente do PSD/Açores no congresso do passado fim de semana) possa "desempenhar bem o seu papel".

"Espero que possa desempenhar bem o seu papel, porque desempenhando bem o seu papel, como todos os partidos políticos, estará também a contribuir para a região autónoma dos Açores, para a nossa vida coletiva, para o nosso desenvolvimento", considerou.


Regional Ver Mais
Cultura & Social Ver Mais
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.