Açoriano Oriental
Enfermeiros açorianos manifestaram-se esta sexta feira e fazem greve em 28 e 29 de setembro

Cerca de 40 enfermeiros juntaram-se esta sexta feira, em Ponta Delgada, onde formaram uma caravana automóvel, numa luta pela contagem do tempo de serviço e anunciaram greve para os dias 28 e 29 de setembro.


Autor: AO Online/ Lusa

“Esta ação destina-se a mostrar às pessoas que os enfermeiros estão indignados e a que as pessoas percebam que vão existir greves, e já está marcada uma para os dias 28 e 29 de setembro”, adiantou à Lusa Francisco Branco, dirigente regional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

“Nós não queremos parar, mas o Governo não nos dá outra alternativa”, defendeu o sindicalista que já tinha anunciado, na segunda-feira, que se preparava avançar com greves em setembro e em outubro.

A ação de protesto de hoje reuniu cerca de 40 enfermeiros, junto ao Centro de Saúde de Ponta Delgada, que formaram uma caravana automóvel que passou por vários pontos da cidade, incluindo o Palácio de Santana, sede da presidência do Governo Regional, e o Palácio da Conceição, que também funcionou como sede do Governo.

Em causa estão divergências entre os enfermeiros e o Governo Regional na contagem do tempo de serviço destes profissionais.

Há mais de um ano que o sindicato está em negociações com a tutela da Saúde e, em julho, pediu uma audiência com o presidente do Governo Regional, alegando que “já não havia diálogo possível”, mas a resposta, que chegou um mês e meio depois do encontro, não foi a que pretendiam, explicou o responsável à Lusa na segunda-feira.

Segundo o sindicalista adiantou então, dois terços dos enfermeiros da função pública, “cerca de 800 enfermeiros”, correm o risco de perder cinco anos de serviço para efeitos de progressão na carreira porque o executivo açoriano só admite contabilizar o tempo a partir de 2014 para quem teve valorizações salariais em 2013.

Francisco Branco alegou, no entanto, que a última valorização, com base na contagem dos anos entre 2004 e 2008, devia ter ocorrido em 2011 e não em 2013, responsabilizando o Governo Regional pelo atraso na aplicação.

O sindicato reivindica, por outro lado, a contagem do tempo de serviço dos enfermeiros com contrato individual de trabalho, que só em 2019 assinaram um acordo coletivo de trabalho e que, por isso, só a partir dessa data verão o tempo contabilizado.

Desde 2007, que os hospitais da região só admitem enfermeiros com contrato individual de trabalho, mas, pelas contas do sindicato, quem entrou nesse ano, só em 2025, na melhor das hipóteses, subirá de posição remuneratória.

“Para quem é enfermeiro que trabalha em hospitais, que trabalha em contrato individual de trabalho, o Governo Regional fez tábua rasa de todo o tempo de serviço que esses colegas já deram ao Serviço Regional de Saúde, estamos a falar de colegas com 15 anos de serviço, ou mais, e coloca todos esses profissionais a contar tempo para progressão na carreira como se tivessem entrado ao serviço dia 01 de janeiro de 2019”, afirmou hoje o presidente da estrutura regional.


 
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