Empresas portuguesas aproveitam visto 'gold' para promover imobiliário em Macau

Empresas portuguesas aproveitam visto 'gold' para promover imobiliário em Macau

 

Lusa / AO online   Economia   19 de Out de 2013, 11:53

Várias empresas portuguesas, incluindo da banca, estão a participar, pela primeira vez, na Feira Internacional de Macau para promover junto do mercado chinês a venda de imóveis de luxo em Portugal, procurando retirar vantagens dos vistos 'gold'.

 

"Com a lei do visto ‘gold', temos tido muitos contactos com pessoas oriundas do Oriente e pareceu-nos ser a altura indicada para virmos cá mostrar algumas propriedades e imóveis que os promotores imobiliários que apoiamos em Portugal têm para vender", disse à agência Lusa o diretor coordenador do departamento de gestão de vendas do Millennium BCP, José Araújo.

Interessado em atenuar a exposição dos promotores junto do banco e olhando para os números que indicam que "75% dos 244 vistos ‘gold' passados são oriundos da China", o BCP está a promover no certame apenas a venda de imóveis, nomeadamente do mercado "médio, médio-alto", em Lisboa, zona da Expo, Cascais e Algarve e com preços entre os 350 mil e os 1,5 milhões de euros.

"Para o visto ‘gold' meio milhão de euros é suficiente e, portanto, temos tido situações de pessoas que compram duas casas para fazer meio milhão de euros ou querem investir e acabam por comprar uma casa melhor, porque depois acabam por arrendá-la e tirar algum partido disso", explicou José Araújo.

O BCP tem um escritório em Macau que também está a "apoiar este tipo de negócio", disse.

A Vazconstrói é outra empresa que se estreia este ano na Feira Internacional de Macau com o mesmo fim.

"Atrair chineses a investir no imobiliário em Lisboa, atendendo à possibilidade do visto ‘gold'" é a meta definida pelo presidente do conselho de administração da empresa, Augusto Vaz, ao realçar que a oferta que está a promover junto do mercado chinês apresenta preços entre os "300 e os 600 mil euros".

A estratégia é simples e a mesma a que recorrem muitas outras empresas portuguesas e de setores variados: "Utilizar Macau, pela afinidade que existe, para poder entrar na China", acrescentou.

Além da China, a Vazconstrói tem também apostado nos mercados de Angola e Moçambique para vender imobiliário.

A Construtorres também tem um ‘stand' pela primeira vez no Pavilhão de Portugal, procurando fazer negócio "vendendo" os benefícios do visto ‘gold'.

"Vimos mostrar imobiliário para que as pessoas possam adquirir o seu visto ‘gold' através desta forma de investimento", disse à Lusa Marco Alves, o representante da empresa no certame.

Casas a partir de 300 mil euros é também a aposta da Construtorres, que ainda não concretizou vendas a chineses até ao momento, mas que em Macau espera estabelecer contactos para eventuais parcerias futuras, nomeadamente com mediadores imobiliários na China.

A 18.ª Feira Internacional de Macau, que decorre até domingo no resort The Venetian, dedicada ao tema "Cooperação - Chave para oportunidades de negócio", conta com a participação de mais de 80 empresas portuguesas dos setores do agroalimentar, imobiliário, construção, energia, recursos naturais, indústrias criativas, banca, entre outros.


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