Ambiente

Emissões de gases em países industrializados aumentam

Emissões de gases em países industrializados aumentam

 

Lusa/AOonline   Internacional   17 de Nov de 2008, 17:35

As emissões de gases com efeito de estufa aumentaram 2,3 por cento nos 40 países mais industrializados do Mundo entre 2000 e 2006, avançou esta segunda-feira o secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC).
O holandês Ivo de Boer, que falava numa conferência em Bona, na Alemanha, sublinhou que estes dados evidenciam a necessidade de actuar com urgência, caso os Estados queiram cumprir os objectivos do Protocolo de Quioto.

    No âmbito do Protocolo, os países mais industrializados do Mundo comprometeram-se a reduzir as suas emissões poluentes em cinco por cento no período 2008-2012 em relação aos níveis de 1990, considerado ano de referência.

    O secretário-executivo da UNFCCC apelou para que na próxima conferência de Poznan (Polónia), entre 01 e 12 de Dezembro, sejam alcançados "bons progressos" antes da realização da cimeira de Copenhaga, Dinamarca, em 2009, onde se espera chegar a um acordo internacional pós-Quioto.

    Apesar de se ter verificado um aumento generalizado de gases com efeito de estufa nos últimos anos, De Boer destacou que, em 2006, o volume das emissões era cinco por cento inferior a 1990.

    No entanto, De Boer lembrou que esse recuo se deveu fundamentalmente à queda das indústrias no Leste da Europa após a queda do comunismo, e não a esforços concretos para reduzir as emissões.

    Na sua intervenção, o responsável da UNFCCC manifestou ainda receio de que a crise económica intencional possa levar a uma menor disposição de investir na luta contra as alterações climáticas. Por outro lado, De Boer afirmou que existe a possibilidade de uma recessão económica resultar numa queda do consumo energético.

    "Não quero, no entanto, que os objectivos de Quioto sejam cumpridos à custa de pessoas que passam fome", acrescentou.

    O relatório da Agência Europeia do Ambiente (AEMA), publicado na íntegra este mês, adiantou que a UE-15 pode superar a meta de redução de emissões prevista no Protocolo de Quioto em mais de três pontos percentuais, apesar de resultados díspares nos vários países.

    Esta redução pode ser alcançada através de uma "combinação de políticas e medidas nacionais (em vigor ou previstas), capturas de carbono em sumidoros e créditos para redução de emissões fora da União Europeia (UE)", segundo o relatório.

    No documento, Portugal é apontado como um dos potenciais cumpridores do compromisso, mas também como um dos países que vão ter de recorrer a diversos mecanismos para alcançar os objectivos assumidos.

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